quarta-feira, 29 de junho de 2016

Dias da semana em livros

Hoje vou responder a uma tag que vi no blogue Oxente, Leitora!: Dias da semana em livros. Acaba por não ser muito diferente dos Livros Opostos. Como o costume, adaptei as perguntas ao português de Portugal. 


 


Domingo: um livro que não queres que termine ou não querias que terminasse.


 


Esta é uma pergunta difícil pois, por norma, quando gosto de um livro, não quero que ele acabe.


 


Vou escolher A Soma dos Dias, de Isabel Allende, que li há cerca de um ano. Enquanto estive a lê-lo, esqueci-me que havia Internet - o que é extremamente raro.


 


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Segunda-feira: um livro que tens preguiça de começar.


 


Vou confessar uma coisa: este ano tenho lido muito pouco, muito menos do que o normal. Um bocadinho por preguiça, um bocadinho porque instalei a aplicação Pocket, pelo que tenho lido mais artigos de blogues e jornais online do que propriamente livros, um bocadinho por falta de tempo, sobretudo neste último mês, por causa do Euro 2016 e do meu outro blogue. Não digam ao Joël Dicker, mas ainda nem sequer li O Livro dos Baltimore.


 


Assim, vou indicar o livro, D.Teresa, de Isabel Stilwell, que é o que comprei há mais tempo (na Páscoa!) mas que ainda não li. Volto a repetir, não é o livro, sou eu.


 


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Terça-feira: um livro que empurraste com a barriga, ou que leste por obrigação.


 



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Memorial do Convento, no décimo-segundo ano. É difícil uma pessoa habituar-se à maneira de escrever de José Saramago.


 


Quarta-feira: um livro que deixaste a meio ou que estás a ler agora.


 


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Não sei se se pode chamar "deixar a meio" a desistir ao fim de dois ou três capítulos. O livro recebeu prémios, é muito elogiado e tal, mas eu não gostei da forma como o autor escreve nem do tom da obra. Não consegui continuar a ler.


 


Quinta-feira: um livro que não recomendas.


 


OK, esta vem com testamento...


 


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A coleção de livros Cherub. Só li cerca de metade dos livros, houve uma altura em que até gostava, mas acabei por me fartar. O conceito pode ser muito apelativo para muitos jovens - uma divisão do MI6 britânico (a propósito, como é que a Cherub vai funcionar agora com o Brexit?), que usa crianças e adolescentes como agentes secretos - mas que a mim, talvez por já ter dezoito anos quando li estes livros, sempre me fez imensa confusão.


 


Para começar, eles recorrem a miúdos sem família - ou seja, sem adultos com ligações afetivas a eles, que zelem pelos seus interesses, que possam vetar a participação dos miúdos em missões (que chegam a ser tão perigosas como infiltrarem-se numa seita religiosa, numa família de traficantes de droga, numa prisão). A organização, em teoria, funciona muito na base do consentimento informado, tem um Comité de Ética a tudo, os miúdos podem, a qualquer altura, desistir da missão que lhes foi atribuída. Na prática, no entanto, se o fizerem, os miúdos correm o risco de serem ostracizados pelos outros agente - o que é particularmente cruel, tendo em conta que estes miúdos não têm outra família senão os colegas. É tudo demasiado retorcido para o meu gosto.


 


Também não gosto da forma como o autor escreve. E não gosto mesmo nada do protagonista, James. É um miúdo mimado e irritante. Eu, aliás, abandonei a coleção em definitivo quando, no fim de um dos livros, ele regozija-se quando dois dos seus interesses amorosos se pegam à luta por causa dele. 


 


Não recomendo, de todo.


 


Sexta-feira: um livro por que anseias.


 


Sai mais um mini-testamento...


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Já falei anteriormente dos livros de Rachel Aaron, que infelizmente ainda não têm tradução em português. A sua série mais recente mistura vários géneros: a chamada Urban Fantasy (Fantasia Urbana), com dragões, espíritos, magia, decorre num futuro próximo, de certa forma pós-apocalíptico. O protagonista é Julius, o filho mais novo de uma vasta família de dragões (que, nestes livros, alternam entre uma forma humana e uma forma dracónica), os Heartstrikers. Os dragões caracterizam-se por serem duros, gananciosos, intriguistas e implacáveis. Julius não é nada assim, é amável, respeitador, compassivo, odeia passar por cima das outras pessoas para conseguir o que quer. Os livros da série Heartstrikers são divertidíssimos, com personagens inesquecíveis (Marci! Chelsie [na capa, em cima]! Bob! Amelia!), um ritmo acelerado e viciante (a sério, quando li o segundo livro pela primeira vez, no Kindle, não conseguia pousar o telemóvel).


 


Até agora, já foram editados dois livros: Nice Dragons Finish Last e One Good Dragon Deserves Another (os títulos dos livros são adaptados de expressões idiomáticas inglesas que não sou capaz de traduzir). O terceiro livro é o tal pelo qual anseio. Chama-se No Good Dragon Goes Unpunished e sai dia 5 de agosto. Já o pré-encomendei. Por coincidência, a autora publicou esta tarde os primeiros capítulos online e eu já me sinto a viciar de novo. 


 


A quem tenha conhecimentos de inglês suficientes para ler um livro nessa língua, eu recomendo vivamente estes livros. Não se vão arrepender.


 


Sábabo: um livro que quiseste recomeçar assim que terminaste.



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Para esta indico os melhores livros de Agatha Christie - títulos como O Assassinato de Roger Ackroyd, Um Crime no Expresso do Oriente, As Dez Figuras Negras, Os Cinco Suspeitos, Anúncio de um Crime, Noite sem Fim, entre outros. Depois de descobrirmos os assassinos, ficamos com vontade de ler o livro outra vez, para tentar descobrir as pistas. 


 


 


Se alguém também quiser responder a estas perguntas, está à vontade, depois deixe o link com as respostas nos comentários. Quanto aqui ao blogue, ando já a trabalhar em entradas futuras sem serem TAGs ou Follow Fridays - infelizmente só tenho feito dessas desde que escrevi sobre o segundo filme de Digimon Tri. A maior ou menor rapidez com que esses textos virão irá depender de muitas coisas, nomeadamente... o destino de Portugal no Europeu. Não levem a mal, mas quero estar ocupada com o meu outro blogue até por volta do dia 10 de julho. É fazer figas...

3 comentários:

  1. Ainda não li qualquer um dos livros que aqui mencionas.
    Beijinhos

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  2. Eu gostei tanto, mas tanto dos livros da Cherub. Eu percebo o que dizes. Mas para mim os livros da Cherub eram (e são) um universo à parte meticulosamente criado pelo autor, com detalhes fabulosos. E em relação ao James, ele era um bocadinho mimado, mas era boa pessoa. O último livro deu-me essa noção, pelo menos.
    Não gosto muito a forma como o autor vê os relacionamentos amorosos entre os agentes, de uma forma demasiado física, mas acho que isso é ultrapassado pela história em sim.
    Comecei a ler a coleção com com 13 anos e o último livro que li devia ter uns 15 ou 16 anos. Li a coleção principal (com o James) e o primeiro livro da segunda coleção (com uma protagonista feminina). Agora, com 18 anos, às vezes, ainda bate uma saudade de voltar a estes livros. Mas depois lembro-me, que, se calhar, já não tenho idade. :P

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  3. Eu compreendo perfeitamente que gostes. Compreendo, aliás, o apelo da série em geral: numa década de Harry Potter e Twilight, é natural que agrade a muitos livros protagonizados por miúdos "de carne e osso", sem poderes sobrenaturais, sem capacidades sem ser as que eles mesmo desenvolvem com o seu próprio esforço. O retrato dos miúdos é realista, admito (eu até acho que não gosto assim tanto dos livros precisamente por serem demasiado realistas). Como tu dizes, as relações amorosas são muito físicas e tal, mas é assim que muitos rapazes adolescentes as vivem - sendo nós, raparigas, é difícil identificarmo-nos com isso. Eu não gosto assim tanto e não recomendo, mas é apenas a minha opinião. Tens todo o direito de gostar.

    E não te rales por, supostamente, já não teres idade para esses livros. Eu estou na casa dos vinte e, se deres uma olhadela pelo meu blogue, tenho escrito imenso sobre Digimon e Pokémon, franchises dirigidos a crianças. Se já tens dezoito anos e ainda gostas dos livros, é porque estes estão a fazer alguma coisa bem.

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