sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Bryan Adams - Get Up (2015) #1

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Depois de cerca de ano e meio - ou mesmo mais, se me recordo bem de uma ou outra entrevista - lançando pistas sobre um possível álbum de inéditos, Bryan Adams edita hoje o disco "Get Up", que sucede a 11, lançado há sete anos e meio. Este é um álbum é constituído por nove temas inéditos e quatro versões acústicas.


 


Tal como é o meu hábito quando artistas de que gosto lançam álbuns de inéditos, vou analisar individualmente cada tema. E, pela primeira vez em muito tempo, vou fazê-lo por ordem de preferência. Volto a recordar que esta ordem não está gravada em pedra. Em muitos casos, as faixas estão quase empatadas. É possível, até, que a ordem se altere radicalmente com o tempo. Como o costume, esta análise será dividida por várias entradas (em princípio duas, no máximo três).


 


Sem mais delongas, comecemos com a música de que gosto menos...


 


Do What Ya Gotta Do


 



 


"People believe what they want to believe"


 


Segundo o que li na Internet, Do What Ya Gotta Do foi composta para o filme Golpada Americana, mas acabou por não ser usada. Não vi o filme, logo, não sei dizer se a letra tem alguma ligação com ele mas, para ser honesta, duvido. A letra é uma coleção de clichés que nem sequer servem para publicações pseudo-inspiradoras no Facebook. Também não gosto da produção - uns ecos desnecessários e uma espécie de zumbidos metálicos. Se isso é uma marca da produção de Jeff Lynne, definitivamente não sou fã.


 


Thunderbolt


 



  


"A shot right out of the blue"


 


Esta também é outra música que, pelo menos de início, não me cativou particularmente. A letra não me diz muito - embora, segundo Bryan, Thunderbolt tenha sido título provisório deste álbum. O único aspeto de que gosto em Thunderbolt é da terceira estância, com uns vocais mais agudos e interessantes e uma nota martelada de piano ou teclado, bem como o solo de guitarra que se segue. À parte isso, Thunderbolt é uma faixa pouco marcante.


 


You Belong to Me


 


 



 


"While you're out there


Remember I'm right here"


 


You Belong to Me foi o primeiro avanço de Get Up. Segundo Bryan, foi a primeira canção deste álbum a ser composta, sendo depois produzida por Jeff Lynne. Bryan chegou a considerar incluí-la no álbum em que estava a trabalhar na altura (qual seria? Tracks of My Years? O concerto Bare Bones na Ópera de Sydney, cujo DVD lançou há dois anos?), mas tendo esta faixa uma sonoridade tão própria, ele decidiu criar mais músicas dentro deste estilo - e assim terá nascido a ideia para Get Up. Já falei sobre You Belong to Me aqui e não tenho muito mais a acrescentar. Este álbum tem temas bem mais interessantes.


 


Yesterday Was Just a Dream


 



 


"No more lies, I'm tired of hurting"


 


Esta faixa tem uma sonoridade familiar na discografia de Bryan - poderia encaixar-se, talvez, nos álbuns On a Day Like Today ou Room Service. Esta faixa tem uma sonoridade misteriosa, pensativa de certa forma. Gosto das notas de guitarra a seguir ao refrão, dentro do velho estilo de Bryan. A letra é interessante, fala de procura de conforto, de vontade de esquecer. A mim, lembra-me um pouco a música Help Me Make It Through the Night, cujo cover foi incluído em Tracks of My Years. Apesar de não ter sido a música que mais me agradou aquando das primeiras audições, foi uma das primeiras cujo refrão comecei a cantarolar sem dar por isso.


 


De certa forma, Yesterday Was Just a Dream condiz com o outono, com o seu tom melancólico, misterioso, mas não demasiado pesado. É uma boa canção.


 


Don't Even Try


 



 


"It's too late for love, what can you say?"


 


A sonoridade de Don't Even Try recorda-me a canção (One of Those) Crazy Girls dos Paramore, o que é expectável visto a inspiração por detrás de ambos os temas terá sido a mesma: os Beatles. Para além de You Belong to Me, este foi outro dos temas compostos para uma série passada dos anos 50 ou 60, que não chegou a passar do papel. O CD inclui uma versão acústica que nos permite apreciar o belo trabalho com a guitarra acústica - reparem na parte em que Bryan toca cada uma das cordas individualmente.


 


A letra de Don't Even Try é dirigida a um sujeito que partiu o coração a uma antiga amada, logo, deve desistir de reconquistá-la. Quando ouvi a música pela primeira vez, por altura do segundo refrão pensei "Que estranho, o Bryan não costuma ser tão pessimista...". A letra só começou a fazer sentido quando chegou ao verso "It's alright tonight, now she's with me".


 


Em suma, o sujeito narrativo dirige-se ao ex da sua atual companheira, dizendo-lhe para se manter afastado dela e atirando-lhe à cara tudo o que o desgraçado fez de mal. Por um lado, é bonito o sujeito narrativo defender a amada, por outro lado é moralmente questionável ele atacar o seu ex dessa maneira. Eu, se fosse a mulher nesta situação, não gostava. Mas fica ao critério de cada um.


 


Na próxima entrada, analisamos as músicas que faltam. Realmente não são muitas...


 


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