domingo, 26 de abril de 2026

Lorde – Virgin (2025) #1

          



             Ella Yelich-O'Connor, profissionalmente conhecida por Lorde, lançou Virgin, o seu quarto álbum de estúdio a 27 de junho de 2025 – sensivelmente quatro anos após o lançamento do álbum anterior, Solar Power, mantendo o padrão que se tem observado ao longo da sua carreira. Hoje vamos finalmente começar a analisá-lo. Esta é a primeira de três partes.


Tornei-me fã de Lorde há cerca de dez anos – numa altura em que o entusiasmo geral em torno do seu álbum de estreia, Pure Heroine, já havia arrefecido um pouco. No ano seguinte, Lorde lançou o álbum Melodrama – só um dos melhores álbuns de todos os tempos, indiscutivelmente. Escrevi sobre ele poucos meses depois de ter sido lançado – hoje, se calhar, acrescentar-lhe-ia coisas. 



Quatro anos depois, no verão de 2021, Lorde lançou Solar Power. Um álbum que, infelizmente, não roça nem de perto os calcanhares dos seus antecessores, conforme expliquei na altura. Em suma, gostei mais da ideia do álbum, da estética dos videoclipes e da era em geral, do que do álbum em si, das músicas em si. Várias delas estão mal produzidas, soam entediantes, incompletas, denunciando (penso que não intencionalmente) alguma futilidade da parte de Lorde, alguma falta de noção, as suas contradições. 


Neste momento, a minha música preferida em Solar Power, a que mais tenho ouvido ao longo dos últimos quatro anos, é Hold No Grudge. Um tema que nem sequer pertence ao alinhamento padrão do álbum – o que até faz sentido, não se encaixa assim tão bem. Sou capaz de ouvir músicas como The Path, Stoned at the Nail Salon, Helen of Troy e mesmo, até certo ponto, Secretos From a Girl (Who’s Seen it All) quando estou para aí virada. Solar Power e Oceanic Feeling ouço sobretudo em contexto estival. 



Por estes dias, Lorde não renega Solar Power, algo que respeito. Diz que foi um álbum que precisou de criar, embora admita que não representa quem ela é verdadeiramente. Parafraseando uma entrevista à People, Ella descobriu que não pode fugir a Lorde. Ella não nasceu para passar os seus dias na natureza, nasceu para levar uma vida bem mais intensa, para criar “bangers”, música que vire as pessoas do avesso.


Eu sabia.






A conversa de Lorde em Solar Power sobre virar as costas à sua vida de cantora pop nunca me convenceu. Sinto-me vingada, não vou mentir. Dito isto, tirando, talvez, os primeiros anos da sua carreira, Lorde nunca pareceu muito muito interessada na parte mais glamourosa da sua profissão, no mediatismo, no escrutínio – algo que será reiterado em Virgin, conforme veremos adiante. Não é por acaso que os álbuns dela têm vindo a sair com intervalos de quatro anos. 



Ainda assim, o ciclo de Solar Power foi bastante longo. A reta final da digressão – que passou pelo festival Paredes de Coura – foi no verão de 2023. Nesta altura já se notava algo diferente, algo mais sombrio. Lorde na altura chamava-lhe a edição Night Visions da digressão. Chegou inclusivamente a cantar temas inéditos – Invisible Ink e Silver Moon – que, agora em retrospetiva, seriam pistas de que algo se passava nos bastidores. 



E de facto, em meados de setembro desse ano, Lorde enviou um email para os inscritos na sua newsletter. Uma missiva bastante triste – que chegou num dia em que eu mesma estava a passar um mau bocado, logo, ressoou comigo. Ella escreveu na altura que estava “a viver com um coração partido outra vez”, que às vezes se fartava de estar consigo mesma. 



Agora vejo que este email terá sido escrito aquando do término da relação dela com o namorado de longa data, Justin Warren. O tal dezassete anos mais velho do que ela, um dos executivos responsáveis pelo seu “descobrimento”. Pois. Havemos de falar melhor sobre essa.



No ano seguinte, soube quando foi lançado o remix de Girl, so confusing com Charli xcx. Tive a vaga impressão de que estava a ter impacto, mas em 2024, sobretudo no verão, andava distraída com outras coisas. Devo ter ouvido a música uma vez na altura em que saiu e segui com a minha vida.



Mesmo em 2025, já em preparação para Virgin, precisei de algumas tentativas para aprender a apreciar Girl, so confusing. Mesmo agora não a ouço assim tantas vezes – não faz o meu género. O auto-tune todo dava-me dores de cabeça no início. 







Dito isto, apesar de continuar a não ser uma das minhas músicas preferidas, consigo apreciar o seu génio, mesmo que tenha demorado a chegar aqui. 



Rivalidades em música – acho que o povo lhes chama “beefs” – são um tropo tão antigo como a própria música pop, como a própria comercialização da música. Às vezes é genuína animosidade entre artistas e/ou bandas, às vezes é a própria comunicação social que alimenta comparações. No “meu tempo”, no início dos anos 2000, quando não era Britney Spears versus Christina Aguilera, era Britney Spears versus Avril Lavigne – cada uma em lados opostos nos resultados dos testes de personalidade da Bravo ou da Super Pop. 



Tirando nessa altura, era eu ainda muito nova, nunca foi a minha praia. Sobretudo agora, que tenho mais com que me preocupar além de mesquinhezes entre milionários. Ao mesmo tempo, por estes dias, todos temos noção das pressões a que as cantoras pop estão sujeitas, por parte da comunicação social, das redes sociais, as constantes comparações, entre muitas outras coisas. E se as próprias cantoras tentam tirar proveito disso, alimentar tais rivalidades, rapidamente são apelidadas de antifeministas, de não apoiarem outras mulheres. 



Tendo tudo isso em conta, Girl, so confusing – tanto a original como o remix – é revolucionária. Na versão original, Charli fala sobre uma cantora, diz o que pensa dela. Haviam rumores, mas só foi confirmado que era Lorde depois de sair o remix. De uma maneira muito típica, tecnicamente a letra é sobre Ella, mas acaba por revelar mais sobre a própria Charli, sobre as suas inseguranças.



Por sua vez, Lorde reagiu com elegância. A sua resposta foi literalmente “let’s work it out on the remix” – frase que rapidamente se tornou icónica. Gravou a sua própria estância, deixando igualmente a nu as suas inseguranças – várias das quais desenvolveria mais tarde, em Virgin. Ambas são cantoras pop, bem mais ricas do que nós, mas existe algo de universal aqui. Quantos de nós passando por maus bocados nas nossas próprias vidas, nas nossas próprias cabeças, mas procuramos escondê-lo, tentamos passar uma imagem de que está tudo bem, de que temos tudo controlado. Olhamos para os demais, cuja vida parece tão boa e arranjada, não percebemos que também se trata de uma fachada – e é um choque quando essas ilusões se quebram. Por outras palavras, como disse Lorde, “I was trapped in the hatred and your life seemed so awesome”, “she believed my projection and now I totally get it. Forgot that inside the icon there’s still a young girl from Essex”



Como disse antes, este está longe de ser o meu género musical preferido. Charli diz-me muito pouco. E, em geral, não me comovo assim tão facilmente com música. Dito isto, se me ponho a pensar demasiado em Lorde cantando “I'm glad I know how you feel, 'cause I ride for you, Charli” e Charli respondendo com “you know I ride for you too”, fico com lágrimas nos olhos. O povo tem razão, isto é revolucionário.



Só mesmo Taylor Swift é que não o percebeu.







Lorde disse que a criação do remix a inspirou para terminar Virgin. Falemos então sobre esse álbum. Segundo Lorde, o título não diz respeito a uma pessoa sem experiência sexual – até porque uma boa parte do álbum se foca na vida sexual de Ella. Nem sequer diz respeito ao carácter humano do termo: antes a matéria-prima, pura, nunca usada.



Este é, de resto, um dos temas de Virgin: tecnologia, ferramentas, engenharia, construção. Penso que, neste contexto, também estará associado a masculinidade – uma interpretação comum, penso eu. Em Shapeshifter, chega a usar “metal” como um eufemismo para homem ou, pelo menos, para genitália masculina – “all the metal that I’ve massaged”. Pergunto-me se também simboliza Lorde tomando iniciativa, tomando as rédeas, pegando em ferramentas e reconstruindo a sua própria vida. 



Porque o título “Virgin” também é uma referência a renascimento – o tema principal do álbum, na minha opinião. A meu ver, Virgin documenta uma segunda adolescência, cerca de dez anos mais tarde. Inclui a parte da puberdade, conforme veremos adiante, mas terá sido sobretudo uma fase em que Ella se libertou de várias restrições que lhe foram impostas ao longo da sua vida – quer pela sua família, outras figuras parentais, pela sociedade, pela indústria musical, por si mesma. Procurou descobrir quem era fora desses limites. 



Por exemplo, para começar, conforme referido acima, Lorde terminou uma relação de vários anos com um dos homens que a recrutou para a música, vários anos mais velho, que Ella admitiu que via como uma figura de autoridade – um tema explorado em What Was That e sobretudo David. Ao mesmo tempo, em Favourite Daughter e, até certo ponto, GRWM, reavalia a relação que tem com a mãe e com o seu estatuto como criança-prodígio, antiga estrela pop adolescente. 



Virgin também fala de libertação sexual – no sentido habitual da palavra, mas não só. Lorde revelou ter passado por uma segunda puberdade depois de ter interrompido a toma da pílula pela primeira vez desde adolescente. Passou por uma fase de desequilíbrio hormonal, com todas as suas consequências: acne, mudanças de humor, etc. A que tem maior destaque, em músicas como Hammer e Shapeshifter, é o aumento da libido, sobretudo na altura da ovulação. Lorde admitiu, inclusivamente, múltiplos parceiros sexuais, em parte para procurar aceitação, combater a solidão.



Lorde ultrapassou também um distúrbio alimentar (ALERTA GATILHO). Não sei se existe algum termo específico para estes comportamentos, mas Ella referiu contar calorias obsessivamente, pensar dia e noite sobre comida e exercício. Uma forma de auto-controlo claramente excessivo, uma prisão que impôs a si mesma, que lhe roubava energia mental e física – um tema que desenvolveremos quando falarmos sobre Broken Glass. 







Por fim, nestes anos, Ella começou a sentir que a sua expressão de género não cabe apenas naquilo que lhe foi atribuído ao nascer. Sentiu o seu género expandindo-se além desses limites. Diz que às vezes se sente homem mas, ao mesmo tempo, sente-se mais mulher do que nunca. Algo que é explorado em Man of the Year e GRWM. 



De notar que Virgin não foge às consequências desta nova liberdade, conforme veremos em Clearblue e David. 



Em entrevista à Rolling Stone, algumas semanas antes da edição de Virgin, Lorde disse, em tom de desafio, que haveriam pessoas que deixariam de considerá-la, parafraseando, uma menina bonita, uma mulher virtuosa. Na altura, à semelhança de muitos, fiquei confusa: eu nunca a vi dessa maneira. Tirando, talvez, nos primeiríssimos tempos da sua carreira, Lorde nunca se encaixou na dicotomia madonna-prostituta (isto é, nenhuma estrela pop se encaixou muito bem e Lorde ainda menos). O título do seu primeiro álbum é literalmente Pure Heroine. A sua música inclui referências a drogas e a sexo desde, pelo menos, Melodrama. 



Mesmo a parte de mostrar mais o corpo hoje em dia, de se sexualizar mais… Eu acompanho o mundo da música há mais de vinte anos. Já vi muita coisa. Não me vou escandalizar por ver Lorde em pelota numa cama de rede – apenas me pergunto se aquilo terá sido confortável. 



Conhecendo melhor Virgin, no entanto, sabendo das várias figuras de autoridade na sua vida que Lorde rejeitou, faz mais sentido que ela pense assim. Que se considere uma rebelde. 



Gosto imenso da capa do álbum. Nudez como metáfora para vulnerabilidade, transparência, é um enorme cliché e, muitas vezes, é uma desculpas esfarrapada para cantoras – quase sempre cantoras – posarem em pelota. Com esta capa, no entanto, Lorde conseguiu algo diferente. Uma radiografia da sua cintura, uma versão de nudez menos erótica – condizente com as metáforas tecnológicas do álbum. 







Durante algum tempo não percebia o que estava a ver. Um iPad e uma caneta? Acabei por desvendar o mistério: trata-se da fivela de um cinto, uma braguilha e inclusivamente botões, como algumas calças têm nos bolsos. É possível que sejam calças de ganga de homem – ou seja, uma alusão à masculinidade de Lorde, conforme veremos adiante. Vemos também um dispositivo intrauterino – desta feita, uma possível alusão à vida sexual de Lorde, outro tema recorrente em Virgin. 



Por fim, a cor predominante é o azul – a minha cor preferida. Dito isto, Lorde afirmou que a “cor” de Virgin é transparência. Ainda assim, diria que o azul é a segunda cor do álbum – pela capa e, vá lá, por Clearblue.



Algo em que reparei, ainda antes da edição de Virgin, foram as semelhanças nos temas entre Virgin e Petals For Armor, o primeiro álbum a solo de Hayley Williams. Ambos lidam com o término de uma relação longa com um homem mais velho, com a recuperação de um distúrbio alimentar (ainda que tenham sido distúrbios diferentes e que Hayley não o tenha abordado diretamente neste álbum), com uma redescoberta da sua expressão de género e de sexualidade (ainda que Lorde e Hayley tenham chegado a conclusões diferentes), com maior presença, maior contacto com o próprio corpo, com renascimento em geral. 



Aliás, se formos a ver, as histórias de Lorde e de Hayley não são assim tão diferentes. A recente era a solo de Hayley tem sido marcada, entre outras coisas, pelas suas tentativas de desatar os nós associados um início de carreira durante a adolescência. Pensar que Lorde se envolveu romanticamente com um dos executivos que a descobriu… aos dezassete anos… O que vale é que Lorde não parece guardar muitos ressentimentos, nem em relação ao ex, nem à antiga editora (ela tornou-se independente há pouco tempo, tal como Hayley). 



Acho que é só uma questão de tempo até as duas se tornarem amigas. O David Byrne tem de marcar um jantar com ambas. 



Numa nota menos positiva, Virgin também deixa à vista alguns dos defeitos de Lorde, que já tinham aparecido em Solar Power. Para começar, nunca gostei da maneira displicente como Ella fala sobre drogas (a última dela é a história de usar MDMA para lidar com o medo de subir ao palco. Não é das piores, mas…). Depois, conforme veremos adiante, tem alguma falta de noção, leva-se demasiado a sério, é um tudo nada demasiado pretensiosa. 







Suponho que tudo isto seja mais ou menos de esperar de alguém que passou pelo menos metade da sua vida ouvindo o mundo inteiro, incluindo nomes como David Bowie, dizendo-lhe que é um génio. 



Zachary Hourihane, também conhecido como The Swiftologist, diz que, no que toca a Lorde, uma pessoa tem de dar um desconto, ser indulgente para com a lógica dela, a sua vida interior, a sua forma de romantizar, de mistificar a realidade. Talvez tenha razão e não vou dizer que não me deixo levar até certo ponto. Mas não é por acaso que, apesar de considerar Lorde uma das minhas preferidas, parte do meu núcleo duro musical, não estou tão afeiçoada a ela como estou a outros músicos sobre quem escrevo aqui no blogue.  



Antes de avançarmos para as músicas em si, dizer apenas que existe a tentação de assumir que Virgin é uma nova versão de Melodrama. A questão é mais complexa do que isso. Para começar, uma coisa é certa: manteve-se o padrão. A um álbum mais sereno, mais rural ou, quanto muito, suburbano (Pure Heroine, Solar Power) seguiu-se um álbum claramente urbano, mais intenso e emotivo (Melodrama, Virgin). Além disso, conforme veremos adiante, Virgin reutiliza alguns temas, algumas metáforas de Melodrama.



Por outro lado, o segundo álbum de Lorde tem um conceito muito específico, foca-se num único relacionamento amoroso desde o início, passando pelo término e respetiva fase de luto – entrelaçado com outros temas. Por sua vez, Virgin aborda várias situações diferentes, a maior parte delas listada acima. Uma delas, por acaso, é também o término de uma relação. E penso que a música que mais invoca o carácter de Melodrama é o primeiro avanço do álbum.



What Was That foi lançada fez agora um ano. Na véspera houve um evento surpresa no Washington Park, em Nova Iorque, em que Lorde essencialmente subiu para um palco improvisado e pôs a música a tocar nos altifalantes. Chegaram a ter problemas com a polícia, pois não tinham autorização para fazer o evento. De qualquer forma, a equipa por detrás do videoclipe deve ter feito noitada pois, quando a música saiu, no dia seguinte, o vídeo incluiu imagens do evento – bem como imagens de Lorde caminhando e andando de bicicleta nas ruas de Nova Iorque. 







Quando saiu, andei obcecada com What Was That. Passei o dia ouvindo-a em repetição. Naturalmente, depois dessa tive uma fase em que enjoei um pouco, mas hoje continuo a gosta imenso dela. 



Começando pela instrumentação – que acaba por representar o resto do álbum. Por norma, prefiro instrumentos “a sério” – um dos motivos pelos quais Melodrama é o meu preferido. Virgin, em contraste, é maioritariamente eletrónico, industrial… mas usa esses elementos de forma magnífica. Pontos para Jim-E Stack, que colaborou com Ella na produção deste álbum.



A imagem de marca de Lorde sempre foi o minimalismo – para o melhor e para o pior. Em Solar Power, foi para o pior, infelizmente. Tal como escrevi na altura, várias das músicas soam incompletas, sem vida. Por outro lado, haverá quem ache que Melodrama não é minimalista, mas eu discordo: várias das músicas têm instrumentação escassa, mas mesmo nas mais intensas, como Green Light, Supercut or Perfect Places, cada instrumento cumpre uma função, nada está a mais. Virgin é igual nisso, apesar de utilizar instrumentos diferentes. 



Não vou falar sobre a instrumentação de tooodas as músicas em Virgin nesta análise, apenas quando achar relevante. Como agora, em What Was That. A minha parte preferida é na segunda estância, a partir do “I try, I try”: a maneira como o ritmo dos vocais joga com a batida e, no fim, a pausa e o crescendo dos instrumentos antes do refrão.



Dito isto… What Was That é muito parecida com Green Light. Não quero com isto acusar Lorde de auto-plágio: a instrumentação é diferente, como vimos, e a letra não é exatamente igual. No entanto, ambas são músicas de separação e possuem alguns pontos em comum tematicamente: a dificuldade em seguir em frente, em se livrar do fantasma do ex, em passar à fase seguinte, apesar dos esforços da narradora. “Honey, I’ll be seeing you ‘ever I go”, em Green Light. “Do you know you’re still with me when I’m out with my friends?”, em What Was That. “I wish I could get my things and just let go”, em Green Light. “I try, I try, to let, to let, whatever has to pass through me pass through”, em What Was That.



Sinto também que as músicas têm o mesmo tom, o mesmo espírito – algo que é difícil de descrever.







Uma vez mais, não acho que tenha sido intencional. Talvez seja isto que acontece a Lorde quando esta termina uma relação.



Dito isto, é possível que, mais tarde, What Was That tenha sido escolhida para primeiro avanço do álbum precisamente pelas semelhanças com Green Light. Na minha opinião, no entanto, apesar de gostar da música, esta foi mal escolhida como primeiro single. Não acho que seja uma boa representação de Virgin. Green Light é um bom primeiro avanço para Melodrama pois serve de introdução aos temas de um álbum centrado numa separação. Por sua vez, Virgin é um álbum mais diverso tematicamente. What Was That faz algumas referências aos problemas de Lorde com a sua imagem, com o seu distúrbio alimentar, mas centra-se na separação. 



             Existe uma música que funcionaria muito melhor como primeiro single de Virgin... mas falemos dela na próxima parte. Fiquem por aí.

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