terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Bryan Adams - 30 anos de Reckless (2014) #1

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Em menos de um ano após o lançamento [de Reckless], o álbum que Adams fizera esperando que fosse tão bem sucedido como o seu anterior, dera seis singles de sucesso, vendera-se em quantidades que faziam o êxito de Cuts Like a Knife parecer bastante insignificante (...) e transformou Bryan Adams numa das maiores estrelas de rock do mundo. Adams diz que é capaz de indicar o momento exato em que ele se apercebeu do que acontecera (...) "Estávamos a fazer o mesmo que andávamos a fazer desde o início, o concerto era o concerto que dávamos há três ou quatro anos. E de repente tínhamos público. Uma arena cheia de gente que tinha vindo ver-nos. Tínhamos conseguido. Lembro-me de ir ter com o Keith, o meu guitarrista, e dizer 'Que fizemos de diferente? O que aconteceu?'. Ele encolheu os ombros.


 


Booklet da Edição Deluxe de Reckless


 



Como poderão deduzir a partir do excerto acima, Reckless, o quarto álbum de estúdio de Bryan Adams, foi o álbum que colocou o cantautor canadiano no estrelato. É este o álbum que inclui muitas das músicas que definem a carreira de Bryan e se tornaram autênticos clássicos do rock: Run to You, Summer of '69, Heaven... 


 


Visto que este ano, no dia 5 de novembro (no 55º aniversário de Bryan), se completaram trinta anos desde o lançamento de Reckless, Bryan decidiu lançar uma edição especial deste álbum com sete faixas inéditas. Eu vou aproveitar a ocasião para, não apenas analisar as músicas "novas, mas também falar das canções da edição original. 


 


Quero esclarecer desde já que esta não será propriamente uma crítica. Eu já não costumo ser imparcial nas minhas análises, tenho pesos e medidas diferentes para cada artista ou banda; nesta sê-lo-ei ainda menos pois os singles deste álbum são autênticos clássicos para mim, são intocáveis, estão acima de toda a crítica. No fundo, centrar-me-ei nos motivos pelos quais gosto destas músicas, bem como em algumas curiosidades, a maior parte delas retiradas do site pessoal de Jim Vallance, co-autor destas músicas, que teve a bondade de partilhar segredos por detrás da composição destas faixas. Contudo, para as músicas "novas" farei uma análise costumeira. Ao contrário do que pensava, estas músicas não são propriamente inéditas - depois de serem excluídas da tracklist de Reckless, com duas exceções, foram regravadas por outros artistas.


 


Tal como já vai sendo hábito, esta crítica virá às prestações. Ainda não sei quantas mas, visto que são dezassete canções, serão mais do que as costumeiras quatro. Respeitarei a ordem da tracklist pois, com a mistura de velhos clássicos e músicas desconhecidas (pelo menos para mim), não faz sentido estar a ordená-las por preferência. Assim, começamos por...


 


1) One Night Love Affair


 



 


 "All my senses say I'm in this much too deep


Now you're out of reach"


 


Reckless abre com uma faixa que foi single, embora não tenha tido o mesmo impacto que outros singles deste álbum. One Night Love Affair, tal como a larga maioria das faixas de Reckless, é conduzida por acordes de guitarra elétrica com um padrão característico, acompanhada por solos que fazem de segunda voz e bateria. Queira, aliás, chamar a atenção para este último instrumento, para o seu ritmo... eu chamar-lhe-ia "binário", mas não sei se é essa a designação correta. É um padrão de bateria simples, presente em muitas das músicas mais antigas de Bryan, mas que, por algum motivo, já não se ouve da música dos últimos dez, quinze anos.


 


Para dizer a verdade, atualmente ouve-se cada vez menos bateria na música, ponto.


 


Tal como diz o título, a letra de One Night Love Affair fala de um caso de uma noite que deixa sequelas inesperadas, numa altura em que o narrador já perdeu o rasto da mulher com quem se envolveu. Tal como acontece em várias músicas de Reckless, a letra é simples mas suficiente para contar a história de maneira eficaz.


 


Existe uma história engraçada por detrás desta música, revelada no site de Jim Vallance. Quando ele e Bryan estavam a trabalhar em One Night Love Affair, quiseram que, como habitual, o guitarrista Keith Scott fizesse o solo de guitarra. Em jeito de brincadeira, Bryan regravou o verso "If the night was made for love it ain't for keeps" (se a noite foi feita para o amor, não é para manter), alterando para "if the night was made for love it ain't for Keith" (se a noite foi feita para o amor, não é para o Keith), o que fez o guitarrista quase cair da cadeira com as gargalhadas. Consta que por vezes, em concertos, Bryan canta o verso alterado fazendo um gesto para Keith. Estou a contar que faça o mesmo num eventual concerto em Portugal da digressão dos trinta anos de Reckless. 


 


2) She's Only Happy When She's Dancin'


 



 


"Nothin' matters until Monday so she goes insane"


 


Na entrada sobre Tracks Of My Years, falei sobre a voz de Bryan, caracteristicamente rouca. Esta voz não se fez de um dia para o outro, demorou uma mão-cheia de anos. Se compararem os primeiros álbuns de Bryan com TOMY, hão de reparar na diferença. Reckless foi apenas o quarto álbum de Bryan, a sua voz ainda não estava no ponto certo (na minha opinião, só chega a esse ponto com Waking Up the Neighbours). Isto nota-se particularmente em She's Only Happy When She's Dancin', os vocais ainda algo imaturos, demasiado gritados.


 


Esse é, praticamente, o único defeito desta faixa. De resto, sem ser nada de extraordinário, é uma música interessante, a única música não single (tirando as "novas") que fica na memória. A sonoridade obedece à fórmula do álbum, sem nenhum aspeto que se destaque. A letra, por outro lado, conta uma história diferente do habitual - a história de uma mulher que leva uma vida monótona e cinzenta, presa à rotina, que só ganha cor quando o fim-de-semana chega e ela vai dançar. 


 


3) Run to You


 



 


 


"I know her love is true


But it's so damn easy making love to you"


 


Run to You foi o single de apresentação de Reckless (embora Heaven andasse a ser tocada nas rádios havia algum tempo) mas que, na verdade, esteve muito perto de não ser editada. Segundo Vallance, a música inicialmente fora encomendada por um produtor mas este, no fim, não gostou dela. Bryan e Vallance ainda tentaram enviá-la a outros artistas mas todos a rejeitaram. Bryan esteve perto de rejeitá-la ele mesmo. Foi o produtor Bob Clearmoutain quem o convenceu a incluir a música em Reckless. E ainda bem que o fez, pois Run to You tornou-se um dos grandes clássicos da carreira de Bryan.


 


A letra é curta, direta, mas suficiente para contar a história de um triângulo amoroso, mas o ponto forte de Run to you é outro. Durante alguns anos, a música nunca me atraiu por aí além. Foi só quando, nas aulas de guitarra, o meu professor disse que tinha as pautas da música e eu pedi-lhe que me ensinasse, que passei verdadeiramente a gostar da canção. Chegámos a gravar a nossa versão de Run to You, que apresento em baixo. Eu toco a melodia, um colega meu (já não me lembro do nome dele...) toca a guitarra rítmica e o meu professor toca o baixo. Os pontos fortes da música residem, precisamente, nos instrumentos, no riff característico, no solo de guitarra, nas linhas de baixo - é divertida de tocar. 


 



 


 4) Heaven


 



 


"Now our dreams are coming true


And through the good times and the bad


Yeah, I'll be standing there by you"


 


Heaven é a única balada em Reckless e, tal como já expliquei antes, a minha canção de amor preferida. Como já falei sobre esta música antes, não tenho muito mais a acrescentar. Destaco apenas que Heaven tem uma sonoridade muito diferente do resto do álbum (faixas extra incluídas), parecendo um outlier, sendo esse um dos motivos pelos quais esteve quase a ser deixada de fora. Ainda bem que tal não chegou a acontecer, pois Heaven teve um sucesso monstruoso, à semelhança dos outros singles de Reckless. 


 


Se formos a ver, três das músicas que definiram a carreira de Bryan - Run to You, Heaven, Summer of '69 - estiveram perto de nunca serem editadas. É a prova de como o sucesso de uma música ou de qualquer trabalho artístico pode ser completamente imprevisível e, algumas vezes, os próprios criadores não são as pessoas com melhor discernimento para determinar o potencial da música.


 


 


Mantenham-se ligados, vou tentar publicar a segunda parte da análise em breve.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Bryan Adams - Tracks Of My Years (2014)


 


O cantautor canadiano Bryan Adams editou no inicio de outubro o seu álbum de covers, Tracks Of My Years. Da tracklist fazem parte vários temas clássicos dos anos 60 e 70, ou seja, lançados aquando da juventude de Bryan. Segundo o cantautor, estes temas, não sendo os favoritos dele na altura (ele era fã de hard rock, o seu visual na capa do álbum demonstra-o bem), eram aqueles que dominavam a rádio no período em que decidira que o seu futuro residia na música. 


 


Pelas músicas escolhidas para as regravações e pela maneira como foram abordadas, Tracks Of My Years acaba por não diferir muito, quer em termos de temática quer em termos de sonoridade (com algumas exceções), de um típico álbum Bryan Adams, com músicas mais alegres alternando com baladas e o Amor como tema dominante.


 


Visto que, excetuando um caso (ou dois na versão Deluxe do CD), são versões de músicas alheias, não faz sentido analisar a letra e sonoridade música a música, como faria com outros álbuns. Ainda por cima, são temas clássicos do pop rock que, com uma única exceção, só conheci com este álbum. Não me sinto, portanto, com autoridade para analisar os originais nem determinar se as interpretações de Bryan lhes fazem justiça. Apenas posso dizer que, de uma maneira geral, tirando uma exceção ou outra, as músicas de Tracks of My Years são boas. Se o mérito parte das versões originais ou da produção para este álbum fica aberto a discussão. 


 


Nas entrevistas de promoção a este álbum, Bryan revelou que, para gravar os covers, ia tocando as músicas em questão de maneiras diversas até considerá-las suficientemente diferentes das versões originais. Dá para perceber que, em várias faixas, não lhe foi demasiado difícil chegar a esse ponto. Em músicas como Anytime At All, Rock And Roll Music e C'mon Everybody, basta serem interpretadas à maneira contemporânea para ficarem já a "saber a novo". Anytime At All dos Beatles, por exemplo, até conserva, quase nota por nota, o solo de guitarra da versão original mas acaba por se assemelhar a Back to You (o próprio Bryan reconhece-o). Rock And Roll Music (original de Chuck Berry) e C'mon Everybody (original de Eddie Cochran) também recebem uma produção "moderna" mas conservam aquele não sei quê de... bem, rock 'n' roll dos anos 60 e 70. Por outro lado, visto que Down on the Corner, na versão original, tem aquilo que penso que é um coro de gospel (enfim, é parecido com o de Ain't it Fun), bastou a Bryan cantar normalmente para personalizar a música. Na mesma linha, a principal diferença entre a Lay Lady Lay de Bod Dylan e a "de" Bryan Adams é a última ser cantada uma oitava acima do tom original (segundo Bryan, se cantasse no tom "certo", soaria demasiado parecido com Dylan - e, para mim, seria difícil cantá-la.)


 



 


Aproveito para dizer que Lay Lady Lay é a minha preferida deste álbum. É possível que isso se deva ao facto de ser a única versão original que eu conhecia antes deste álbum. Mesmo assim, acho que acertaram na produção, Bryan foi capaz de conservar a vulnerabilidade e doçura da versão original. Mas, lá está, este registo é um território que Bryan conhece como ninguém. 


 


Um território que ele talvez não conheça tão bem mas que não deixa de explorar neste álbum é o território dos blues. Em músicas como I Can't Stop Loving You e Kiss And Say Goodbye, Bryan não se distancia muito das versões originais, mas dá-lhes um twist algo roqueiro, com as notas de guitarra elétrica. Devo dizer que a sua icónica voz rouca é perfeitamente compatível com este género de música.


 


A voz de Bryan é, de resto, como o vinho do Porto: o tempo melhora-a. Este álbum é prova disso.


 



 


Julgo que o cover mais diferente do respetivo original é God Only Knows, dos Beach Boys. Recordo que esta é considerada uma das melhores músicas pop de todos os tempos, foi até recentemente homenageada pelas estrelas pop do momento. Ora, neste álbum, Bryan transformou aquilo que era uma triunfante e grandiosa música pop numa balada só com piano e ocasionais violinos. Esta sonoridade pode ser surpreendente, mas não deixa de ser compatível com a letra e melodia, revelando um lado diferente da música, mais vulnerável e misterioso. God Only Knows é outro ponto forte de Tracks of My Years e uma boa faixa de encerramento do álbum. 


 



 


Na versão Deluxe, no entanto, o álbum não acaba aqui. Uma das cinco músicas extra não é um cover, é You've Been a Friend to Me, uma faixa que Bryan compôs para o filme Old Dogs/Duas Amas de Gravata, tendo sido lançada em finais de 2009.


 


Apesar de já passarem quase cinco anos desde o seu lançamento, a versão de You've Been a Friend to Me nunca tinha sido lançada em CD antes - tínhamos apenas a versão Bare Bones no respetivo álbum. Se a memória não me falha, segundo o que li na altura, a ideia inicial era incluírem Summer of '69 na banda sonora do filme - foi de Bryan que partiu a ideia de contribuir com uma música inédita. Aquando do lançamento, o cantautor admitiu que a composição fora influenciada por quase dois anos de concertos Bare Bones (embora, na altura, ainda não os designasse assim). Desse modo, You've Been a Friend to Me é uma faixa dominada pela guitarra acústica, com a bateria, o piano e a guitarra elétrica assumindo papéis secundários. A letra é simples, sobre amizade como seria de esperar. Lembra-me o tema da série Friends, I'll Be There For You - partilha, até, algumas características em termos de sonoridade. A versão editada em Tracks Of My Years tem algumas diferenças em relação à lançada em 2009 (a do vídeo acima). A maior (e que mais me desagrada) foi terem retirado os backvocals a seguir ao solo de guitarra.


 


Tirando esta música e Help Me Make it Throught the Night, a versão Deluxe na minha opinião não tem muito a acrescentar. Não gosto muito de Many Rivers to Cross, arrasta-se demasiado. Inicialmente não achava muita piada a C'mon Everybody - já gosto mais, mas continuo a achá-la redundante depois de Rock And Roll Music. E o cover de You Shook Me, de Led Zeppelin, não foi bem conseguido na minha opinião. Bryan afirmou ter sido fã de hard rock enquanto jovem, deu a entender ter vontade de fazer mais covers dentro deste estilo mas, se You Shook Me foi uma amostra, ainda bem que não o fez. Não me parece que seja a praia dele. Isso ou eu, pura e simplesmente, não gosto da música. 


 


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Tracks of My Years vale sobretudo pela nostalgia, pela homenagem aos clássicos. Não faz mais do que isso nem a isso aspira. O efeito nostálgico não funciona tanto em mim, já que as músicas não são do meu tempo - o próprio Bryan lamentou que alguns dos seus fãs mais jovens não reconhecessem as músicas, quando ele lhes colocou o CD a tocar - mas este álbum representa uma boa maneira de ficar a conhecer estes clássicos da música pop rock. Quem gosta deste CD são os meus pais (é raro eles gostarem da "minha" música). Quando ouviram o álbum pela primeira vez, o meu pai não demorou muito tempo a começar a cantarolar. Até parafraseou involuntariamente Bryan ao dizer que aquelas eram as músicas da sua juventude. Só isto faz com que este álbum tenha valido a pena.


 


Entretanto, já saiu a reedição de Reckless, com sete músicas novas. Para esse álbum farei uma crítica mais pormenorizada, em várias partes. Eu, aliás, já tenho em rascunho as análises às músicas que conhecia antes. Ainda não ouvi as músicas novas, tirando Play to Win e Reckless, que apareceram antes na Internet (só comprei o CD ontem). Para ser sincera, estou mais ansiosa pelo álbum de originais que Bryan tem vindo a prometer para o próximo ano. Pergunto-me, inclusivamente, se a produção de Tracks of My Years terá influência nesse disco - com os Within Temptation, pelo menos, a influência dos covers que lançaram em 2012 é notória em Hydra. 


 


No fundo estes dois álbuns (Trakcs of My Years e a reedição de Reckless) representam uma visita ao passado, provavelmente abrindo caminho, preparando terreno para o álbum inédito que, em princípio, sairá em 2015. E eu fico satisfeita por Bryan estar de novo debaixo dos holofotes (até pela exposição de fotografia que inaugurou em Cascais, no mês passado). Por, numa altura em que o sucesso dos artistas musicais parece tão efémero, as pessoas continuarem a reconhecer o valor de Bryan - incluindo jovens como eu, nascidos ao mesmo tempo sensivelmente que (Everything I Do) I Do It For You, ou mesmo depois. 


 


Mantenham-se ligados pois, como disse acima, em breve publicarei a crítica a Reckless. Não posso prometer uma data, mas vou tentar não me demorar. 

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Follow Friday

Parece que, aqui no SAPO, existe a tradição do #FollowFriday, que se assemelha à do Twitter, com a diferença de que, aqui, recomendam-se blogues. Não resisto a juntar-me.


 


Assim sendo, o primeiro blogue que quero divulgar é o Banha de Cobra, de Antero Eduardo Monteiro, que já sigo há alguns anos e que foi uma das minhas inspirações para começar a escrever críticas, sobretudo a filmes e séries. Gosto muito daquilo que o Antero escreve, apesar de não concordar com várias das suas opiniões. Partilho convosco uma das suas melhores e mais hilariantes crónicas. 


 


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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Liebster Awards



 


Antes de mais nada, quero agradecer à Marisa e à Rafaela por me terem nomeado para estes Prémios, dando-me assunto para uma entrada diferente das habituais no meu blogue. Estes Liebster Awards são uma forma excelente de ficarmos mais próximo umas das outras aqui na Blogosfera. Cada uma das que me nomearam submeteu uma lista diferente de perguntas, eu vou combinar as duas respondendo a um total de 16 perguntas. Vou alongar-me mais do que tem sido habitual neste desafio, mas não é por acaso que este blogue se chama Álbum de Testamentos.


 


Regras:



  • responder a todas as perguntas que foram sugeridas

  • referir o link do blog que nomeou

  • nomear entre 11 a 20 blogues com menos de 200 seguidores

  • não nomear quem nomeou

  • obrigatório informar os blogs da nomeação

  • fornecer aos blogs nomeados o link para o post em que foram nomeados (para que lhes seja explicado o que devem fazer)


Aqui vai...


 


1) Diz cinco coisas sobre ti


 


Já fui deixando muitas pistas sobre mim ao longo de mais de dois anos de blogue. Nesta resposta, vou tentar dizer coisas novas.


 



  • A minha cor preferida é o azul, sobretudo por causa da canção "A Cor Azul" dos Delfins, de que gostava muito quando era miúda. De resto, gosto de praticamente todas as cores, sendo que a de que gosto menos é o cinzento.


 



  • Uma das coisas de que mais gosto de fazer é conduzir sozinha com a minha irmã. Permite-nos falar livremente sobre o que quisermos, seja futebol, música ou outro assunto qualquer. Também ouvimos música e, quando surge a música adequada, fazemos duetos - por exemplo, quando toca Let Me Go, costumo dizer "Eu sou o Chad, tu és a Avril" e cantamos as duas. Ela é adorável a fazer de Marilyn Manson.


 



  • Sou uma #GrammarNazi, tenho quase uma perturbação obsessivo-compulsiva com o português e orgulho-me disso. Sou daquelas pessoas irritantes que publica comentários corrigindo erros de ortografia ou gramática em publicações alheias (à Rafaela que me nomeou, diz-se "agora é a vossa vez", não "agora é a vossa vês"). Como sou escritora, a língua portuguesa, as palavras são o meu instrumento de trabalho e irrita-me que as pessoas não o respeitem. Ainda posso tolerar pessoas como o Jorge Jesus, que provavelmente não terá frequentado a escola depois do quarto ano, mas pessoas como estudantes ou detentoras de cursos universitários têm, na minha opinião, a obrigação de conhecerem minimamente a sua própria língua. 


 



 



  • Adoro crianças, sobretudo bebés. Como diz Fernando Pessoa, são o melhor do Mundo. Recentemente, nasceu mais um bebé na minha família, mais uma priminha para eu estragar com mimos, o que me deixa feliz. A maior desvantagem de ser irmã mais velha é que muita gente da minha idade já tem sobrinhos e eu não...


 



  • Sou uma ave rara no sexo feminino porque não gosto de comprar roupa. A minha mãe passa-se comigo e com a minha irmã pois é dificíl encontrarmos coisas de que gostemos. No meu caso, quando encontro uma peça do meu agrado, nove em cada dez vezes quando vou a experimentar não me fica bem - o que é ótimo para a minha auto-estima. Regra geral, apenas uma loja, ao pé da minha antiga casa, costuma ter quase sempre roupa de que gosto. Por altura dos saldos de verão, compro lá calças para o resto do ano. Por isso, quando vou a centros comerciais, mais depressa me apanham na Fnac ou na Bertrand do que na Zara ou outra loja do género. 


 


2) O que te levou a criar o teu blogue?


 


Eu na verdade tenho dois blogues. O primeiro, O Meu Clube é a Seleção!, criei há seis anos, em vésperas do Euro 2008. Ambos os blogues foram criados para alimentar esta minha necessidade quase fisiológica de escrever. No primeiro blogue, escrevo sobre a Seleção Nacional, uma das minhas maiores paixões. Neste segundo blogue, escrevo sobre assuntos variados, acabando por escrever mais frequentemente sobre música.


 



 


3) Conta-nos o teu maior vício


 


Eu diria que o meu maior vício físico é o café: não passo sem pelo menos duas chávenas por dia, uma de manhã, outra à tarde, com adoçante e "pingado" com um bocadinho de leite, para dar sabor.


 


Outro vício é escrever, que como disse acima é-me quase uma necessidade fisiológica. Só me sinto verdadeiramente eu mesma se estiver a trabalhar em algo, seja nos meus livros, nos meus blogues ou outra coisa qualquer. 


 


Por fim, já fui viciada em música. Juro que tive sintomas de abstinência quando, há dois anos e meio, me roubaram o telemóvel e fiquei sem poder ouvir a minha música sem ser em casa. Hoje, ando menos viciada essencialmente por dois motivos. Primeiro, porque no estágio passo o dia todo a ouvir ou a RFM ou a Comercial, o que se torna cansativo (se torno a ouvir a voz ensonada da Sia...). Segundo, porque este verão fiz exames auditivos e já estou com perda auditiva devido a tantos anos de headphones, daí andar a cortar neles. Se são como eu, se recorrem a headphones há muitos anos, aconselho-vos a fazerem exames auditivos. Aquelas coisas com que nos nossos pais nos assustam, como surdez aos 40 anos, correspondem à verdade pelos vistos!


 


4) Qual a tua marca favorita? Seja de roupa, maquilhagem, calçado...


 


Conforme disse acima, não sou grande fã de compras. Geralmente, quando gosto de uma peça de roupa é pela peça em si, não é pela marca. O mais próximo que tenho de uma marca preferida é a Abercrombie & Fitch, uma cadeia de roupa casual que, infelizmente, ainda não tem lojas em Portugal. Quando vamos ao estrangeiro, ou vai a minha mãe, traz-me quase sempre qualquer coisinha. Eu adoro os seus hoodies (camisolas com capuz), que são giros, confortáveis e quentinhos.


 


 


5) O que achas da blogger/blog que te nomeou?


 


Eu não conhecia nenhuma das bloggers em questão antes de me nomearem. O meu problema é que ambas se focam em moda e maquilhagem, assuntos que nunca foram  a minha praia. No entanto, não deixei de dar uma olhadela nos dois blogues. O da Marisa é ainda recente. Gostei do visual dela nesta entrada. Ainda não vi muito do blogue da Rafaela, mas achei graça ao post sobre o milho.  


 


6) Onde é que achas que vais estar daqui a vinte anos? Talvez a fazer aquilo que sempre sonhaste?


 


Pela maneira como as coisas estão, sobretudo para os jovens da minha idade, não me parece sensato estar a fazer grandes planos. Espero que, daqui a duas décadas, eu tenha um emprego estável, dois filhos e vários livros escritos (não necessariamente publicados). Só desejar isso parece-me sonhar demasiado alto. E no entanto, como diz a grande pensadora do nosso tempo Hayley Williams, estes sonhos são tudo o que tenho. 


 


 Em linha com esta pergunta...


 


7) Qual pretendes que seja a tua profissão no futuro?


 


Sou estudante de Ciências Farmacêuticas, logo, a minha profissão está escolhida - pior será saber se consigo exercê-la. Perfeito seria poder ser farmacêutica e escritora ao mesmo tempo.


 


8) Ainda te falta fazer…


 


 Tornar-me independente, apaixonar-me e ter um filho (já tratei do livro e - mais ou menos - da árvore).


 


9) Qual tem sido o grande desafio da tua vida?


 


A vida só por si é um desafio. O mais difícil tem sido crescer.


 



 


 


10) Qual o presente que neste momento gostavas de receber?


 


De momento, não me falta nada de que precise mesmo. Não costumo julgar as pessoas pelos presentes ou pelo preço dos presentes que me oferecem no Natal ou nos anos. Um presente que nunca falha comigo são cadernos bonitinhos para eu escrever. No entanto, se pudesse pedir qualquer coisa independentemente do preço, pedia uma Nintendo 2DS ou 3DS e um jogo Pokémon X ou Y ou mesmo, se fosse daqui a um mês, Omega Ruby ou Alpha Saphire.


 


11)  Qual é a característica que mais valorizas nas pessoas?


 


 A frontalidade, embora não necessariamente dizer-se tudo o que se pensa sem filtrar. 


 


12)  Qual o teu produto favorito?


 


Sou uma exceção no mundo das bloggers pois, conforme já disse acima, a maquilhagem não é o meu ponto forte. Não gosto de me maquilhar demasiado, fico demasiado diferente, não me reconheço quando me vejo ao espelho. No dia-a-dia, só uso base para uniformizar o rosto e esconder uma ou outra imperfeição. Sinto-me bonita só com isso. O meu produto preferido é a base líquida d'O Boticário. 


 


13)  A aventura da tua vida é/foi…


 


Está a ser viver sozinha pela primeira vez, em Évora onde estou a fazer um estágio de dois meses, apesar de ir a casa todos os fins de semana. Nos primeiros dias foi difícil, costumava ter a música sempre ligada para não ter de ouvir o silêncio. No entanto, acho que vou ter saudades quando acabar.


 



 


14)  Qual a tua cidade de sonho? 


 


Já tive o privilégio de visitar várias cidades no estrangeiro, aquela onde gostava mais de viver é Nova Iorque.


 


15)   Não sais de casa sem…


 


O meu telemóvel, a minha carteira, chaves de casa, uma caneta e o meu caderno de rascunhos.


 


16)    O que levas na mala e/ou bolsos?


 


O meu telemóvel, a minha carteira, chaves, canetas, o meu caderno, headphones, pensos higiénicos, comprimidos para as dores de cabeça ou menstruais, gloss e, quando me lembro, base.


 


Já está. Eis as minhas nomeadas. 


 


Incompleto


Simplesmente Complexa


Tempestade de Ideias


Silver Linnings


Maria das Palavras


Such Great Heights


Bel-Air


Na Outra Margem da Memória


Words With Soul. Soul With Love


Sofia Margarida


O que ficou por dizer


 


Avisem-me quando tiverem respondido ao desafio, quero ler as vossas respostas. :)

sábado, 11 de outubro de 2014

Sobre o machismo no mundo do futebol

Ao contrário do que planeava inicialmente, vou inaugurar "a sério" a nova morada no meu blogue com um texto diferente dos que costumo publicar, algo polémico. Como já dei a entender em várias entradas do Álbum, uma das minhas maluqueiras é o futebol, com claro destaque para a Seleção Nacional, tendo inclusivamente um blogue a ela dedicado. Nessa condição, leio com frequência jornais desportivos e consulto os seus sites. O meu favorito é o Record. No entanto, tem havido um aspeto que muito me desagrada no periódico e um pormenor da sua capa de ontem, dia 10 de outubro, é mais um exemplo disso:


156360_718222284862792_194156329_n.jpgComo podem ver, o Record anuncia Cristina Ferreira como nova colunista recorrendo a uma fotografia em que a apresentadora se encontra com pouca roupa. Não sei se é essa a intenção dos responsáveis pelo desenho da capa, mas a ideia que passa é que a maior credencial de Cristina diz respeito aos seus atributos físicos. Tal motivou-me a escrever sobre algo que me vem incomodando há algum tempo: o machismo no mundo do futebol.


 


Visto que não conheço tão bem A Bola e O Jogo como conheço o Record, não sei se o mesmo se passa em outros jornais. No entanto, no Record as mulheres têm vindo a ser demasiadas vezes retratadas de maneira objetificada. No site, publicam inúmeros artigos - nem todos diretamente relacionados com desporto - onde figuram fotografias de, como se diz no português corriqueiro, "gajas nuas", na minha modesta opinião mais indicadas em publicações de outro cariz. Isto para não falar no concuro Miss Fanática Record, que dá a entender que a única coisa que se espera numa mulher adepta de um clube de futebol é que tenha um corpo escultural. 


 


O jornal Record não está sozinho nestes hábitos. O jornalista João Miguel Tavares já falou de outro caso no seu blogue. Outro exemplo é o anúncio da Sagres a propósito do Euro 2012. Entre várias coisas, reparem no homem que olha para o decote de uma das adeptas. 


 



 


Ainda está muito enraizada na sociedade a ideia de que o desporto, e sobretudo o futebol, é um assunto de homens. No entanto, a realidade já não é assim. Conheço muitas mulheres que adoram futebol, bem como homens que não gostam - por exemplo, eu e a minha irmã gostamos bem mais de futebol que o nosso irmão. E ao contrário do que muitas vezes a Imprensa desportiva e as agências de publicidade dão a entender, nem todas somos bonitas nem sensuais (eu não o sou, pelo menos) e não é or isso que percebemos ou gostamos menos do desporto e dos nossos clubes (no meu caso, a Seleção).


 


Às vezes passa-se o oposto, até. Pelo menos no meu caso e no da minha irmã, nós interessamo-nos pelo lado mais humano da modalidade, vemos pessoas em vez de apenas jogadores, ao contrário do que muitos adeptos fazem. É claro que já passei por fases por que qualquer mulher passa na adolescência com os seus ídolos, em que dava particular importância ao impressionante físico do Cristiano Ronaldo mas, sem querer generalizar, as mulheres têm o potencial de trazerem uma visão diferente ao futebol, contribuindo para o seu enriquecimento. Julgo que foi até com esse intuito que o Record conviou Cristina Ferreira para escrever uma coluna semanal. 


 


Não venho com isto defender quotas de 30% de mulheres entre os jornalistas desportivos nem nenhuma medida do género. Acredito que o mundo do desporto irá tendo, naturalmente, uma população feminina cada vez mais alargada. E já começa a ser altura de o futebol português começar a entrar no século XXI e aprender a respeitar as mulheres. É claro que isto é apenas uma faceta de um problema muito maior, ainda muito enraizado não só na sociedade portuguesa, mas também em todo o Mundo em graus diferentes. Mas há que começar por algum lado.


 


Agora, se não se importam, tenho de ir atualizar a minha página sobre a Seleção, que o jogo com a França dentro de menos de hora e meia.


 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Mudança de casa


O blogue Álbum de Testamentos mudou-se para a plataforma SAPO. A partir de agora, o nosso URL passa a ser:

http://albumdetestamentos.blogs.sapo.pt/

Continuem a acompanhar-nos na nossa nova casa. 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Mudança de casa


Ao longo das últimas semanas tenho visitado muitos blogues alojados no SAPO. Acabou por me surgir o desejo de me juntar à comunidade, entre outros motivos, para poder ficar mais perto de outros autores de blogues portugueses, por aparentemente haver uma boa equipa de apoio e - não vou mentir - pela possibilidade de obter maior audiência. Assim, importei o meu blogue Álbum de Testamentos, que antes estava alojado na Blogspot, para esta plataforma. 


 


Para eventuais novos visitantes, que estejam a descobrir o blogue agora, este é o meu segundo blogue em termos cronológicos. O seu objetivo é albergar "testamentos" meus sobre assuntos variados. O assunto predominante acaba por ser música. Também falo sobre séries e livros, embora com menos frequência.


 


Ainda me estou a habituar a esta plataforma - por exemplo, as imagens das entradas ficaram enormes com a importação, ando a editá-las uma a uma. Acho que, apesar de tudo, vou ter saudades do Blogspot, que já conheço há vários anos. Não vou apagar o blogue dessa plataforma pois este está cheio de links que ligam as entradas umas as outras e demoraria eternidades a alterá-las todas - já me chegam as imagens. Também não vou deixar de utilizar o Blogspot, sobretudo por causa da Lista de Leitura, que me permite seguir publicações de vários sites.


 


Tenho ainda outro blogue, O Meu Clube é a Seleção, que tenciono eventualmente também transferir para aqui. Só não o fiz ainda porque, como se calcula facilmente, é um blogue sobre a Seleção Nacional, que se encontra em vésperas de dois jogos. Tendo eu o costume de publicar análises a cada jogo da Equipa de Todos Nós neste blogue, ao longo da próxima semana terei de trabalhar em duas publicações, sendo que queria publicar a primeira antes do jogo com a Dinamarca, ou seja, só tenho três dias para escrevê-la. Não queria ter de fazê-lo num site que ainda me é estranho. Logo, vou esperar até que estes textos estejam publicados antes de importar o blogue. Até lá, espero ficar a conhecer melhor a plataforma SAPO. 


 


Quanto a este blogue, tenciono inagurá-lo a sério com a crítica ao novo álbum de Bryan Adams, Tracks of My Years, editado esta semana. Crítica essa que ainda vai demorar. Ainda nem sequer tenho o CD, só ouvi uma ou outra música e, conforme referi acima, o meu outro blogue manter-me-á ocupada ao longo dos próximos dias. Vou tentar não me demorar muito, contudo.


 


Entretanto, convido os novos visitantes a espreitarem algumas das entradas antigas, só para terem uma ideia da essência deste meu Álbum de Testamentos.

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