terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Primeiras bandas, uma metaleira cabeça-no-ar e uma bilionária sem noção – Música 2025

             Não estava nos meus planos escrever uma retrospetiva musical para 2025. Não cheguei a fazê-lo para 2024 – o mais parecido foi o apanhado de concertos que, de qualquer forma, acabou por cobrir uma boa parte do ano seguinte. 


No que toca a 2025, o meu ano musical foi marcado, acima de tudo o resto, por três álbuns: From Zero, dos Linkin Park; Virgin, de Lorde; Ego Death at a Bachelorette Party, de Hayley Williams. Ando a analisá-los aqui no blogue – já escrevi sobre o primeiro, tenho o segundo já esquematizado – e ficava 2025 representado. Iria apenas referir de passagem os hábitos musicais que não se encaixassem nestes álbuns no final da análise a Virgin. 



Só que as notas para essa parte acabaram por se estender por várias páginas. Assim, decidi escrever um texto independente para a retrospetiva musical que vai além dos três álbuns que referi acima. Aproveito para desenvolver um pouco mais sobre alguns dos temas.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Ordem de despejo

 

 

 

O meu plano não era de todo que a primeira publicação de 2026 aqui no blogue fosse esta. Mas fui apanhada de surpresa pelo anúncio da descontinuação do Sapo Blogs 

 

Estava literalmente a meio da edição do meu próximo texto – uma retrospetiva musical de 2025 – aproveitando uns minutos livres da minha hora de almoço de segunda-feira, dia 12 de janeiro. Fui ao Sapo Blogs à procura de um link de uma publicação anterior que queria incluir nesse texto. Dei com o anúncio. Caiu-me tudo aos pés.


sábado, 15 de novembro de 2025

Linkin Park – From Zero (Deluxe Edition) (2025) #2


Segunda parte da minha análise a From Zero. Podem ler a primeira parte aqui

Avancemos, então, para as músicas não-single e não-Casualty. Em continuidade com esta última, começo pelas mais agitadas. Só faltam duas na verdade: Cut the Bridge e IGYEIH.


Linkin Park – From Zero (Deluxe Edition) (2025) #1




Hoje vamos finalmente falar sobre From Zero, o álbum de regresso dos Linkin Park após uma pausa de sete anos, devida à morte do vocalista Chester Bennington, em 2017. Faz hoje um ano do lançamento da edição-padrão do álbum, mas neste texto falaremos também sobre Up From the Bottom, Unshatter e Let You Fade. Ou seja, tecnicamente, esta é uma análise à edição Deluxe de From Zero, editada oficialmente a 17 de maio deste ano. Virá dividida em duas partes, a segunda parte será publicada logo à tarde. 

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Digimon Adventure 02: O Início

01 (1).jpg


Digimon Adventure 02: O Início estreou nos cinemas japoneses em outubro de 2023. Pouco mais de seis meses depois, no dia 16 de maio de 2024, chegou aos cinemas portugueses na sua versão original legendada. Fez parte de um ciclo de anime da Nos, que incluiu outros filmes do género: por exemplo, Spy x Family Código: Branco – um anime de que gosto muito, como penso já ter referido algures aqui no blogue.


O Início é protagonizado (bem… mais ou menos) pelo elenco de heróis de Digimon 02. Decorre pouco menos de dois anos após os eventos de Digimon Adventure Kizuna: A última evolução. Na minha opinião, Kizuna é uma das melhores coisas que Digimon alguma vez fez (só mesmo em termos de impacto emocional). Os temas que aborda – crescimento, perda, escolhas, lidar com o passado, encarar o futuro – são universais, daquelas lições que temos de aprender vezes e vezes sem conta. Vi o filme em três alturas diferentes da minha vida: em finais de 2020, quando me cansei de esperar pela estreia; em 2022, quando estreou a dobragem portuguesa nos cinemas; no encontro português do Odaiba Memorial Day (ajudou-me a lidar com algo sobre o qual escrevi aqui). 

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Concertos #3 – Segundas oportunidades



Chegámos à última parte do meu balanço de concertos. Hoje vamos falar sobre a banda que, de forma direta e indireta, virou a minha vida do avesso, sobretudo nos últimos dois anos e pouco – e, ao que tudo indica, irá continuar. Não existe nada de normal nesta banda nem na minha relação com ela. O concerto a que fui no ano passado foi apenas um exemplo: dois meses antes não o achava, sequer, possível.


Um regresso dos Linkin Park não estava no bingo de ninguém para 2024. Muito menos com um álbum novo. Muito menos com uma mulher como vocalista. Tecnicamente já escrevi sobre isso aqui, mas os meses que se passaram desde essa altura, o equivalente a uma gestação, trouxeram outra prespetiva. 


Quando me recordo do período antes de 5 de setembro de 2024, esse parece-me outra vida. É certo que tinham havido sinais nos meses anteriores. Ainda há pouco tempo foram-me aparecendo, nas funcionalidades de memória das redes sociais, publicações sobre os primeiros rumores de uma cantora nos Linkin Park. Tenho-me fartado de rir com as minhas reações. A questão é que, por uma questão de sanidade mental, não acreditava em nada, a menos que viesse diretamente da banda. E, a partir de certa altura, isso deu em negação.

domingo, 25 de maio de 2025

Concertos #2 – Dois em um e um tributo pelo meio



Faz agora um ano desde que a Eras Tour passou por Portugal. Eu fui à segunda noite e foi um dos concertos mais marcantes da minha vida. Não só por ter trazido dois nomes de peso a Portugal, mas também pelo ambiente, pelo enquadramento. Como tal, esta publicação vai ser quase toda ela dedicada à Eras. 


Conforme outros já descreveram, a Eras Tour foi o mais parecido que tivemos na vida real com a Barbieland. Aqueles dias foram uma celebração… eu nem diria da mulher, diria da menina. Do cor-de-rosa, das roupas, das lantejoulas, das pulseiras da amizade.


Algo que nunca foi muito muito a minha cena. Não que nunca tenha tido um lado feminino, mas sempre fui muito maria-rapaz. Sempre preferi calças a vestidos e sempre tive vários interesses tipicamente masculinos. Como muitas mulheres da minha geração, tive uma fase (mais longa do que me orgulho) em que pensava que isso fazia de mim melhor que as demais. Mas, mesmo depois de ter deixado essa mentalidade para trás, sei que nunca serei uma pessoa cem por cento estereotipicamente feminina. 


Ainda assim, até entrei no espírito da Eras Tour. Eu e a minha irmã começámos a fazer pulseiras de amizade. Para mim foi difícil começar – não sabia onde arranjar as missangas. Comprei dois conjuntos, primeiro na Toys’R’Us, depois na Claire – nenhum deles com letras suficientes. Só mais tarde percebi que o melhor sítio para comprar é mesmo na Temu.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...