sábado, 14 de setembro de 2013

Avril Lavigne - Goodbye Lullaby (2011) #1


Ao longo dos últimos meses, tenho deixado aqui o Álbum um pouco ao abandono. Como já afirmei em entradas anteriores, tenho andado mais voltada para outras escritas e, de resto, tem-me faltado assunto para este blogue. Por esse motivo, e também em jeito de preparação para o lançamento do quinto álbum de Avril Lavigne, homónimo, marcado para o dia 5 de novembro (sim, eu sei que tinha dito que saía a 24 de setembro. Não perguntem), vou publicar uma crítica ao seu quarto álbum, Goodbye Lullaby, que escrevi, há coisa de dois anos, poucos meses após o seu lançamento. Já a tinha publicado no Fórum Avril Portugal, agora torno a publicá-la após acrescentar algumas coisas (como já aqui falei, a opinião de uma pessoa muda com o tempo). Vou publicá-la em várias partes - ainda não sei o número exato - ao longo destas últimas semanas antes do lançamento do quinto álbum.

Seguindo a ordem da tracklist oficial...

1) Black Star



"Be whatever you can be"

A Avril compôs esta faixa entre concertos da The Best Damn Tour para servir de música-tema da sua primeira fragrância, com o mesmo nome. Já conhecíamos uma parte da música desde o anúncio do perfume, em 2009, mais ou menos na altura em que começaram a surgir as primeiras informações relativas ao quarto álbum da Avril. Os artigos da altura, falando de uma canção de embalar que se tornava épica, estilo Coldplay, induziu muitos fãs em erro, fazendo-os esperar uma canção mais complexa.

Black Star é, na verdade, uma faixa muito simples. Ao longo de todo o minuto e meio repete-se a mesma sequência de notas agudas de piano, dando-lhe, de facto, a sonoridade de uma canção de embalar, que depois é acompanhada por outra sequência de piano e um arpejo de guitarra. A letra é muito simples mas gira um pouco à volta do slogan do perfume homónimo: “Be your own star”.



Durante a Black Start Tour - sim, esta digressão foi batizada com o nome desta música - entre 2011 e 2012, esta era a faixa que abria os concertos. Como poderão ouvir, tem um arranjo diferente, com mais elementos, destaque para as guitarras elétricas e para a bateria. Talvez a Avril tivesse gravado uma versão semelhante a esta, talvez fosse dessa que os tais artigos de 2009 falavam. Em todo o caso, apesar de gostar desta versão, considero que a que entrou no álbum é a mais adequada ao tom do disco. Até porque a musicalidade de uma canção de embalar condiz com a abertura de um disco chamado Goodbye Lullaby.

Além de ser a introdução ao álbum, a música tem um carácter especial para os fãs por vários motivos. Primeiro, por ser o tema do primeiro perfume da Avril (e, na minha opinião, o mais original até à data). Segundo, porque a estrela sempre foi, desde Let Go, um dos símbolos preferidos da Avril. Terceiro, porque foi esse o nome escolhido pela própria cantora para apelidar os fãs. Devo confessar que não acho assim tanta piada a estes género de nomes para denominar uma legião de fãs - Beliebers, Directioners, etc. Pode-se, ainda, insinuar que existirão razões comercias por detrás da escolha do nome, tanto para os fãs como para a digressão - afinal, é o nome do perfume da Avril! No entanto, confesso que simboliza bem o espírito de ser fã da Avril, pelo menos no que toca a mim - porque a mensagem da música e do perfume consiste, vá lá, numa interpretação livre, em ser-se fiel à própria identidade e em seguir os seus próprios sonhos. E a verdade é que, tal como já afirmei aqui no blogue, no que toca a ambos estes aspetos, a Avril tem sido a minha maior inspiração.

2) What the Hell



"I just need to be a little crazy..."

Esta é a faixa mais pop de todo o disco e, provavelmente, de toda a carreira musical da Avril. Não se enquadra, de maneira nenhuma, em Goodbye Lullaby. Ficou, desde o primeiro anúncio, bem claro que a faixa só fora incluída no CD por motivos comerciais. Muitos contestam o facto de ter sido o primeiro single quando não tem nada a ver com o resto do álbum. Eu acho que até fez sentido termos contactado com a música, pela primeira vez, separadamente do resto de Goodbye Lullaby. Se tivesse surgido juntamente com as outras músicas ia parecer ainda mais um outlier. Na verdade, o ideal teria sido se tivesse sido deixada de fora do CD.

Mas foquemo-nos na música em si mesma. Esta é cantada num tom descontraído, brincalhão, contagiante, à semelhança de Sk8er Boi e Girlfriend. A sua mensagem essencial é de rebeldia, de espontaneidade, de viver o momento. Não difere muito das mensagens de outras músicas como Anything But Ordinary, Freak Out, a b-side Take Me Away e, posteriormente, Here's to Never Growing Up e Rock N Roll. E, para exemplificar, a Avril conta uma história politicamente incorrecta (mais uma vez, recordando Girlfriend) de uma miúda que só se quer divertir, ir para a borga e esfrega isso na cara do namorado que, de resto, nem sequer a valoriza. Dá a ideia que, primeiro, compuseram o refrão, e só depois é que fizeram o resto. Outras histórias podiam ter sido contadas: alguém que se despede de um emprego que odeia, alguém que quebra uma dieta e desata a comer doces, alguém que rouba o namorado a outra, alguém que tem um exame no dia seguinte mas nem sequer pega nos livros, alguém que arranja coragem para se declarar à pessoa de quem gosta…

A música pode não se enquadrar no CD, pode não ser nada de extraordinário, pode ser o típico single da Avril, a chamada feel-good song, pode até ser um pouco fútil, mas não deixa de ser uma boa canção, à sua maneira. Para mim, tornou-se especial porque estimulou-me a fazer coisas que antes eu considerava demasiado extremas, que antes me assustavam demasiado. E, para mim, isso é mais importante do que todos os pontos fracos que já foram mencionados.


Publicarei a segunda parte desta crítica mais tarde, daqui a uma semana ou talvez mais. Tenho uma ou outra entrada - isto é, textos inéditos - planeada que talvez escreva e publique antes. Em todo o caso, mantenham-se ligados.

Faltam 52 dias para o lançamento de Avril Lavigne.

SEGUNDA PARTE

Avril Lavigne - Goodbye Lullaby (2011) #1




Ao longo dos últimos meses, tenho deixado aqui o Álbum um pouco ao abandono. Como já afirmei em entradas anteriores, tenho andado mais voltada para outras escritas e, de resto, tem-me faltado assunto para este blogue. Por esse motivo, e também em jeito de preparação para o lançamento do quinto álbum de Avril Lavigne, homónimo, marcado para o dia 5 de novembro (sim, eu sei que tinha dito que saía a 24 de setembro. Não perguntem), vou publicar uma crítica ao seu quarto álbum, Goodbye Lullaby, que escrevi, há coisa de dois anos, poucos meses após o seu lançamento. Já a tinha publicado no Fórum Avril Portugal, agora torno a publicá-la após acrescentar algumas coisas (como já aqui falei, a opinião de uma pessoa muda com o tempo). Vou publicá-la em várias partes - ainda não sei o número exato - ao longo destas últimas semanas antes do lançamento do quinto álbum.

Seguindo a ordem da tracklist oficial...

1) Black Star





"Be whatever you can be"


A Avril compôs esta faixa entre concertos da The Best Damn Tour para servir de música-tema da sua primeira fragrância, com o mesmo nome. Já conhecíamos uma parte da música desde o anúncio do perfume, em 2009, mais ou menos na altura em que começaram a surgir as primeiras informações relativas ao quarto álbum da Avril. Os artigos da altura, falando de uma canção de embalar que se tornava épica, estilo Coldplay, induziu muitos fãs em erro, fazendo-os esperar uma canção mais complexa.

 

Black Star é, na verdade, uma faixa muito simples. Ao longo de todo o minuto e meio repete-se a mesma sequência de notas agudas de piano, dando-lhe, de facto, a sonoridade de uma canção de embalar, que depois é acompanhada por outra sequência de piano e um arpejo de guitarra. A letra é muito simples mas gira um pouco à volta do slogan do perfume homónimo: “Be your own star”.





Durante a Black Start Tour - sim, esta digressão foi batizada com o nome desta música - entre 2011 e 2012, esta era a faixa que abria os concertos. Como poderão ouvir, tem um arranjo diferente, com mais elementos, destaque para as guitarras elétricas e para a bateria. Talvez a Avril tivesse gravado uma versão semelhante a esta, talvez fosse dessa que os tais artigos de 2009 falavam. Em todo o caso, apesar de gostar desta versão, considero que a que entrou no álbum é a mais adequada ao tom do disco. Até porque a musicalidade de uma canção de embalar condiz com a abertura de um disco chamado Goodbye Lullaby.

 

Além de ser a introdução ao álbum, a música tem um carácter especial para os fãs por vários motivos. Primeiro, por ser o tema do primeiro perfume da Avril (e, na minha opinião, o mais original até à data). Segundo, porque a estrela sempre foi, desde Let Go, um dos símbolos preferidos da Avril. Terceiro, porque foi esse o nome escolhido pela própria cantora para apelidar os fãs. Devo confessar que não acho assim tanta piada a estes género de nomes para denominar uma legião de fãs - Beliebers, Directioners, etc. Pode-se, ainda, insinuar que existirão razões comercias por detrás da escolha do nome, tanto para os fãs como para a digressão - afinal, é o nome do perfume da Avril! No entanto, confesso que simboliza bem o espírito de ser fã da Avril, pelo menos no que toca a mim - porque a mensagem da música e do perfume consiste, vá lá, numa interpretação livre, em ser-se fiel à própria identidade e em seguir os seus próprios sonhos. E a verdade é que, tal como já afirmei aqui no blogue, no que toca a ambos estes aspetos, a Avril tem sido a minha maior inspiração.

 

2) What the Hell






"I just need to be a little crazy..."

Esta é a faixa mais pop de todo o disco e, provavelmente, de toda a carreira musical da Avril. Não se enquadra, de maneira nenhuma, em Goodbye Lullaby. Ficou, desde o primeiro anúncio, bem claro que a faixa só fora incluída no CD por motivos comerciais. Muitos contestam o facto de ter sido o primeiro single quando não tem nada a ver com o resto do álbum. Eu acho que até fez sentido termos contactado com a música, pela primeira vez, separadamente do resto de Goodbye Lullaby. Se tivesse surgido juntamente com as outras músicas ia parecer ainda mais um outlier. Na verdade, o ideal teria sido se tivesse sido deixada de fora do CD.

Mas foquemo-nos na música em si mesma. Esta é cantada num tom descontraído, brincalhão, contagiante, à semelhança de Sk8er Boi e Girlfriend. A sua mensagem essencial é de rebeldia, de espontaneidade, de viver o momento. Não difere muito das mensagens de outras músicas como Anything But Ordinary, Freak Out, a b-side Take Me Away e, posteriormente, Here's to Never Growing Up e Rock N Roll. E, para exemplificar, a Avril conta uma história politicamente incorrecta (mais uma vez, recordando Girlfriend) de uma miúda que só se quer divertir, ir para a borga e esfrega isso na cara do namorado que, de resto, nem sequer a valoriza. Dá a ideia que, primeiro, compuseram o refrão, e só depois é que fizeram o resto. Outras histórias podiam ter sido contadas: alguém que se despede de um emprego que odeia, alguém que quebra uma dieta e desata a comer doces, alguém que rouba o namorado a outra, alguém que tem um exame no dia seguinte mas nem sequer pega nos livros, alguém que arranja coragem para se declarar à pessoa de quem gosta…


A música pode não se enquadrar no CD, pode não ser nada de extraordinário, pode ser o típico single da Avril, a chamada feel-good song, pode até ser um pouco fútil, mas não deixa de ser uma boa canção, à sua maneira. Para mim, tornou-se especial porque estimulou-me a fazer coisas que antes eu considerava demasiado extremas, que antes me assustavam demasiado. E, para mim, isso é mais importante do que todos os pontos fracos que já foram mencionados.


Publicarei a segunda parte desta crítica mais tarde, daqui a uma semana ou talvez mais. Tenho uma ou outra entrada - isto é, textos inéditos - planeada que talvez escreva e publique antes. Em todo o caso, mantenham-se ligados.

Faltam 52 dias para o lançamento de Avril Lavigne.

SEGUNDA PARTE

sábado, 31 de agosto de 2013

Músicas Ao Calhas - Nothing I've Ever Know

Alerta Spoiler: este texto contém revelações sobre o enredo do filme de animação Spirit: Stallion of the Cimmarron, bem como do livro A Herança, de Christopher Paolini, pelo que só é aconselhável lê-lo caso tenha esteja familiarizado com ambas as obras.



"I found myself somewhere I never thought I'd be"

Já anteriormente falei aqui no blogue do filme de animação Spirit, bem como da sua banda sonora. Hoje quero falar-vos de mais uma faixa dessa banda sonora, chamada Nothing I've Ever Know, uma música de amor. É uma faixa que conheço há quase onze anos, de que sempre gostei imenso, mas cujo significado só compreendi há menos de dois anos.

Em termos musicais, encaixa no resto da banda sonora do filme, se bem que possua as suas particularidades. É uma balada conduzida por notas de guitarra acústica, que funcionam quase como uma segunda voz. Até ao primeiro refrão, a música resume-se, praticamente, à voz e à guitarra. Por altura do refrão, aparecem acordes de guitarra acústica. No início da segunda estância, junta-se a bateria suave e o arranjo de violinos, inicialmente discretos, tornando-se mais intensos no segundo refrão, no auge emotivo. Tal como toda a banda sonora do filme, esta faixa é uma autêntica obra de arte musical.

A condizer com a beleza da música, está a sua letra. De uma maneira simples, esta conta a história de alguém que foi apanhado de surpresa pelo amor, que provavelmente está a lidar com ele pela primeira vez, e vê toda a sua vida, todo o seu ser, alterados por causa disso.

Tal como praticamente todas as músicas da banda sonora do filme, Nothing I've Ever Known descreve bem a situação de Spirit, o protagonista equino, num determinado momento da película. Praticamente desde que nascera, tudo o que Spirit amara e desejara fora a sua terra natal. Tudo o que fizera ao longo do filme, desde que fora capturado pelos colonizadores americanos, fora tentar, com todas as suas forças, regressar a casa. Nada mais lhe interessava. Só que, agora, estava a apaixonar-se por Rain, a égua do índio que o resgatara dos colonizadores - o que, pela primeira vez, lhe dava um motivo para ficar. A narração de Matt Damn resume bem a situação de Spirit, aliás: "Pela primeira vez na minha vida, o meu coração estava dividido."

No final do filme, após uma série de peripécias, Rain opta por ir viver com Spirit, na terra natal deste - um final feliz para a história mas deve ter sido também difícil para a égua deixar para trás o seu lar e o seu dono por amor.


Existe outra história ficcional a que Nothing I've Ever Known se pode aplicar, de que já falei aqui no blogue - a história de Murtagh e Nasuada do livro A Herança, de Christopher Paolini. Já falei nesta entrada sobre o papel que esta história de amor teve no desenlace da saga - quero desenvolver esse assunto um pouco mais. Murtagh habituara-se, desde criança, a proteger a sua própria vida a todo o custo contra um mundo que sempre o usara ou desprezara, em que muito poucas pessoas se importavam verdadeiramente com ele. Murtagh colocava-se sempre a si mesmo em primeiro lugar (e, mais tarde, o seu dragão) pois tudo o que alguma vez possuíra na vida era ele mesmo.

Tudo isso muda quando se apaixona por Nasuada, prisioneira de Galbatorix. Tal afeição dá-lhe, pela primeira vez na sua vida, um motivo para se sacrificar, para pôr as necessidades de outros acima das suas. Isto altera-o de tal forma que o liberta da escravidão de Galbatorix, permitindo-lhe fazer o correto.

Já tive casos de personagens surpreendidas e alteradas pelo amor em histórias minhas e, agora, ando a desenvolver uma história semelhante no meu quarto livro. Neste caso, a personagem em questão também se altera ao apaixonar-se mas não se sentirá tão dividido pois, apesar de inicialmente não saber lidar com ele, perceberá depressa que o amor o tornará uma pessoa melhor.

Tal como ficou aqui demonstrado, o amor pode ser assim, violento ao ponto de nos fazer rever as nossas convicções, de nos sujeitarmos a coisas que, se calhar, antes consideraríamos impensáveis. É por isso que, apesar de durante muito tempo ter desejado apaixonar-me a sério, tal como toda a gente deseja, hoje tenho algum receio de que isso aconteça. É certo que tenho explorado paixões dessas na minha escrita, que estas histórias de que falei têm, à sua maneira, finais felizes. Mas, na vida real, o que acontece quando fazemos coisas apenas por amor e, depois, o romance acaba ou a paixão arrefece?



Passando à frente dessa questão, é engraçada a maneira como as músicas vão ganhando novos significados com o tempo, tal como aconteceu com Nothing I've Ever Known. É algo que me acontece com alguma frequência, sobretudo desde que tenho aqui o Álbum. Existem mesmo casos de músicas que continuam a ganhar novos significados, mesmo depois de eu ter escrito sobre elas, ao ponto de ter vontade de reescrever essas entradas. Tal como existem casos em que passo a gostar ainda mais das músicas depois de as ter esmiuçado aqui no blogue.

O pior é que, quase um ano depois de Músicas Ao Calhas, começo a ficar sem ideias. É por isso que não tenho escrito tão frequentemente aqui no blogue. Por isso e porque, neste momento, ando concentrada na escrita do meu quarto livro. No entanto, não devo ficar demasiado tempo sem escrever aqui para o Álbum visto que se aproxima música nova. Podem, por isso, continuar por aí...

Músicas Ao Calhas - Nothing I've Ever Know


Alerta Spoiler: este texto contém revelações sobre o enredo do filme de animação Spirit: Stallion of the Cimmarron, bem como do livro A Herança, de Christopher Paolini, pelo que só é aconselhável lê-lo caso tenha esteja familiarizado com ambas as obras.





"I found myself somewhere I never thought I'd be"

Já anteriormente falei aqui no blogue do filme de animação Spirit, bem como da sua banda sonora. Hoje quero falar-vos de mais uma faixa dessa banda sonora, chamada Nothing I've Ever Know, uma música de amor. É uma faixa que conheço há quase onze anos, de que sempre gostei imenso, mas cujo significado só compreendi há menos de dois anos.

Em termos musicais, encaixa no resto da banda sonora do filme, se bem que possua as suas particularidades. É uma balada conduzida por notas de guitarra acústica, que funcionam quase como uma segunda voz. Até ao primeiro refrão, a música resume-se, praticamente, à voz e à guitarra. Por altura do refrão, aparecem acordes de guitarra acústica. No início da segunda estância, junta-se a bateria suave e o arranjo de violinos, inicialmente discretos, tornando-se mais intensos no segundo refrão, no auge emotivo. Tal como toda a banda sonora do filme, esta faixa é uma autêntica obra de arte musical.

A condizer com a beleza da música, está a sua letra. De uma maneira simples, esta conta a história de alguém que foi apanhado de surpresa pelo amor, que provavelmente está a lidar com ele pela primeira vez, e vê toda a sua vida, todo o seu ser, alterados por causa disso.

Tal como praticamente todas as músicas da banda sonora do filme, Nothing I've Ever Known descreve bem a situação de Spirit, o protagonista equino, num determinado momento da película. Praticamente desde que nascera, tudo o que Spirit amara e desejara fora a sua terra natal. Tudo o que fizera ao longo do filme, desde que fora capturado pelos colonizadores americanos, fora tentar, com todas as suas forças, regressar a casa. Nada mais lhe interessava. Só que, agora, estava a apaixonar-se por Rain, a égua do índio que o resgatara dos colonizadores - o que, pela primeira vez, lhe dava um motivo para ficar. A narração de Matt Damn resume bem a situação de Spirit, aliás: "Pela primeira vez na minha vida, o meu coração estava dividido."

No final do filme, após uma série de peripécias, Rain opta por ir viver com Spirit, na terra natal deste - um final feliz para a história mas deve ter sido também difícil para a égua deixar para trás o seu lar e o seu dono por amor.



BWGEneLCIAAdta3.jpg


 



Existe outra história ficcional a que Nothing I've Ever Known se pode aplicar, de que já falei aqui no blogue - a história de Murtagh e Nasuada do livro A Herança, de Christopher Paolini. Já falei nesta entrada sobre o papel que esta história de amor teve no desenlace da saga - quero desenvolver esse assunto um pouco mais. Murtagh habituara-se, desde criança, a proteger a sua própria vida a todo o custo contra um mundo que sempre o usara ou desprezara, em que muito poucas pessoas se importavam verdadeiramente com ele. Murtagh colocava-se sempre a si mesmo em primeiro lugar (e, mais tarde, o seu dragão) pois tudo o que alguma vez possuíra na vida era ele mesmo.

Tudo isso muda quando se apaixona por Nasuada, prisioneira de Galbatorix. Tal afeição dá-lhe, pela primeira vez na sua vida, um motivo para se sacrificar, para pôr as necessidades de outros acima das suas. Isto altera-o de tal forma que o liberta da escravidão de Galbatorix, permitindo-lhe fazer o correto.

Já tive casos de personagens surpreendidas e alteradas pelo amor em histórias minhas e, agora, ando a desenvolver uma história semelhante no meu quarto livro. Neste caso, a personagem em questão também se altera ao apaixonar-se mas não se sentirá tão dividido pois, apesar de inicialmente não saber lidar com ele, perceberá depressa que o amor o tornará uma pessoa melhor.

Tal como ficou aqui demonstrado, o amor pode ser assim, violento ao ponto de nos fazer rever as nossas convicções, de nos sujeitarmos a coisas que, se calhar, antes consideraríamos impensáveis. É por isso que, apesar de durante muito tempo ter desejado apaixonar-me a sério, tal como toda a gente deseja, hoje tenho algum receio de que isso aconteça. É certo que tenho explorado paixões dessas na minha escrita, que estas histórias de que falei têm, à sua maneira, finais felizes. Mas, na vida real, o que acontece quando fazemos coisas apenas por amor e, depois, o romance acaba ou a paixão arrefece?





Passando à frente dessa questão, é engraçada a maneira como as músicas vão ganhando novos significados com o tempo, tal como aconteceu com Nothing I've Ever Known. É algo que me acontece com alguma frequência, sobretudo desde que tenho aqui o Álbum. Existem mesmo casos de músicas que continuam a ganhar novos significados, mesmo depois de eu ter escrito sobre elas, ao ponto de ter vontade de reescrever essas entradas. Tal como existem casos em que passo a gostar ainda mais das músicas depois de as ter esmiuçado aqui no blogue.

O pior é que, quase um ano depois de Músicas Ao Calhas, começo a ficar sem ideias. É por isso que não tenho escrito tão frequentemente aqui no blogue. Por isso e porque, neste momento, ando concentrada na escrita do meu quarto livro. No entanto, não devo ficar demasiado tempo sem escrever aqui para o Álbum visto que se aproxima música nova. Podem, por isso, continuar por aí...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Músicas Ao Calhas - Hand In My Pocket & That I Would Be Good

Já anteriormente falei aqui sobre Alanis Morissette, uma cantautora que, não se encontrando no topo das minhas preferências, possui, contudo, uma mão cheia de faixas marcantes. Hoje quero falar de duas delas, sendo que Hand in my Pocket é a minha preferida de Alanis, rivalizando com Guardian.


"And what it all boils down to
is that no one's really got it figured out just yet"

O estilo musical de Hand in my Pocket é, há já muitos anos, o meu preferido: rock ligeiro, no feminino. Dá, aliás, para perceber que Avril Lavigne colheu no trabalho de Alanis inspiração para o seu primeiro álbum, Let Go - foi um dos motivos pleos quais montei o vídeo acima, há um ano. Destaco na sonoridade o baixo, os riffs de guitarra elétrica e a harmónica, que dá um elemento muito característico à música.

A letra de Hand in my Pocket é cantada num tom descontraído, jovem, reforçado por vários "Yeah"'s e "Baby"'s. Lista uma série de contratempos com que a narradora se depara, cada um deles seguido de um aspeto positivo, para contrabalançar, ou vice-versa. Transmite-se, assim, uma mensagem de optimismo, de aproveitamento do lado positivo das coisas, de preserverança. A vida não está a correr da maneira desejava mas o mesmo acontece com toda a gente, pelo que não é motivo de desânimo e, mais cedo ou mais tarde, acabará por correr bem. Tudo isto faz de Hand In My Pocket uma música de verão perfeita: jovem, alegre, descontraída, sem ser fútil.



"That I would be good
Whether with or withou you..."

That I Would Be Good acaba por ser a antítese de Hand In My Pocket, o falhanço da filosofia desta última faixa. Em contraste com a alegria e leveza do single de Jagged Little Pill, That I Would Be Good é uma música triste, de desilusão. Para tal efeito, contribuem os acordes graves de guitarra e os violinos. Há que dizer que a voz de Alanis transmite muito bem a emoção da música. Por fim, gosto da flauta que encerra a faixa (e que, nesta versão ao vivo, também a abre).

Tal como em Hand In My Pocket, em That I Would Be Good há uma listagem de situações - desta feita, são enumeradas uma série de contratempos que se julgava não serem suficientes para nos deitarem abaixo: dificuldades financeiras, problemas de saúde, tanto física como psicológica, desgostos amorosos. Assim, tal como acontece com Hand In My Pocket, qualquer pessoa se pode identificar a letra, bem como acrescentar mais situações à lista sem que esta ficasse completa.

Tanto Hand In My Pocket com That I Would Be Good fazem parte de um conjunto de canções, incluindo Hello Cold World e Perfect World (de que já falei AQUI e AQUI), canções que, cada uma à sua maneira, caracterizam a minha vida atual, bem como a vida de outros habitantes deste País em crise, com destaque para a chamada Geração À Rasca. That I Would Be Good caracteriza os aspetos mais negativos e Hand In My Pocket foca-se nos mais positivos, podendo mesmo o respetivo sujeito narrativo ser descrito como um membro da Geração à Rasca que se vai desenrascando. Assim, tal como fiz nas entradas que escrevi no outono passado, prefiro destacar as mensagens mais positivas destas canções: recordar o consolo relativo de estarmos todos a passar, mais ou menos, pelo mesmo; continuar a fazer o melhor que pudermos, retirando alegria das pequenas coisas e talvez um dia as coisas comecem a melhorar. Finalmente.


A curto/médio prazo, uma das coisas que me vão ajudar será o lançamento do quinto álbum de Avril Lavigne. Depois de meses à espera, foi finalmente anunciado o título e a data de lançamento do dito cujo. À semelhança do que aconteceu com o álbum dos Paramore deste ano, o disco será homónimo (aquela gente anda mesmo com falta de imaginação. Se o novo álbum dos Within Temptation também for homónimo, ainda mato alguém...). O lançamento está marcado para daqui a cinco semanas, mais precisamente a 24 de setembro. Ando descontente com muitas coisas relativamente a este álbum - começando pela falta de criatividade na escolha do título e acabando na foto tipo passe que escolheram para a capa - mas sinto-me deveras entusiasmada perante a ideia de uma série de músicas novas da minha cantora preferida para ouvir várias vezes sem conta, sobre as quais trocar opiniões e especulações com outros fãs, para montar vídeos, para esmiuçar, comparar com outras faixas (da Avril e não só) e criticar aqui no Álbum, para ansiar por videoclipes, versões instrumentais e apresentações ao vivo. É das poucas coisas que me deixariam ansiosa por setembro e das várias que vão tornando a vida um pouco mais agradável.

Músicas Ao Calhas - Hand In My Pocket & That I Would Be Good

Já anteriormente falei aqui sobre Alanis Morissette, uma cantautora que, não se encontrando no topo das minhas preferências, possui, contudo, uma mão cheia de faixas marcantes. Hoje quero falar de duas delas, sendo que Hand in my Pocket é a minha preferida de Alanis, rivalizando com Guardian.

 



"And what it all boils down to
is that no one's really got it figured out just yet"

O estilo musical de Hand in my Pocket é, há já muitos anos, o meu preferido: rock ligeiro, no feminino. Dá, aliás, para perceber que Avril Lavigne colheu no trabalho de Alanis inspiração para o seu primeiro álbum, Let Go - foi um dos motivos pleos quais montei o vídeo acima, há um ano. Destaco na sonoridade o baixo, os riffs de guitarra elétrica e a harmónica, que dá um elemento muito característico à música.

A letra de Hand in my Pocket é cantada num tom descontraído, jovem, reforçado por vários "Yeah"'s e "Baby"'s. Lista uma série de contratempos com que a narradora se depara, cada um deles seguido de um aspeto positivo, para contrabalançar, ou vice-versa. Transmite-se, assim, uma mensagem de optimismo, de aproveitamento do lado positivo das coisas, de preserverança. A vida não está a correr da maneira desejava mas o mesmo acontece com toda a gente, pelo que não é motivo de desânimo e, mais cedo ou mais tarde, acabará por correr bem. Tudo isto faz de Hand In My Pocket uma música de verão perfeita: jovem, alegre, descontraída, sem ser fútil.





"That I would be good
Whether with or withou you..."

That I Would Be Good acaba por ser a antítese de Hand In My Pocket, o falhanço da filosofia desta última faixa. Em contraste com a alegria e leveza do single de Jagged Little Pill, That I Would Be Good é uma música triste, de desilusão. Para tal efeito, contribuem os acordes graves de guitarra e os violinos. Há que dizer que a voz de Alanis transmite muito bem a emoção da música. Por fim, gosto da flauta que encerra a faixa (e que, nesta versão ao vivo, também a abre).

Tal como em Hand In My Pocket, em That I Would Be Good há uma listagem de situações - desta feita, são enumeradas uma série de contratempos que se julgava não serem suficientes para nos deitarem abaixo: dificuldades financeiras, problemas de saúde, tanto física como psicológica, desgostos amorosos. Assim, tal como acontece com Hand In My Pocket, qualquer pessoa se pode identificar a letra, bem como acrescentar mais situações à lista sem que esta ficasse completa.

Tanto Hand In My Pocket com That I Would Be Good fazem parte de um conjunto de canções, incluindo Hello Cold World e Perfect World (de que já falei AQUI e AQUI), canções que, cada uma à sua maneira, caracterizam a minha vida atual, bem como a vida de outros habitantes deste País em crise, com destaque para a chamada Geração À Rasca. That I Would Be Good caracteriza os aspetos mais negativos e Hand In My Pocket foca-se nos mais positivos, podendo mesmo o respetivo sujeito narrativo ser descrito como um membro da Geração à Rasca que se vai desenrascando. Assim, tal como fiz nas entradas que escrevi no outono passado, prefiro destacar as mensagens mais positivas destas canções: recordar o consolo relativo de estarmos todos a passar, mais ou menos, pelo mesmo; continuar a fazer o melhor que pudermos, retirando alegria das pequenas coisas e talvez um dia as coisas comecem a melhorar. Finalmente.




A curto/médio prazo, uma das coisas que me vão ajudar será o lançamento do quinto álbum de Avril Lavigne. Depois de meses à espera, foi finalmente anunciado o título e a data de lançamento do dito cujo. À semelhança do que aconteceu com o álbum dos Paramore deste ano, o disco será homónimo (aquela gente anda mesmo com falta de imaginação. Se o novo álbum dos Within Temptation também for homónimo, ainda mato alguém...). O lançamento está marcado para daqui a cinco semanas, mais precisamente a 24 de setembro. Ando descontente com muitas coisas relativamente a este álbum - começando pela falta de criatividade na escolha do título e acabando na foto tipo passe que escolheram para a capa - mas sinto-me deveras entusiasmada perante a ideia de uma série de músicas novas da minha cantora preferida para ouvir várias vezes sem conta, sobre as quais trocar opiniões e especulações com outros fãs, para montar vídeos, para esmiuçar, comparar com outras faixas (da Avril e não só) e criticar aqui no Álbum, para ansiar por videoclipes, versões instrumentais e apresentações ao vivo. É das poucas coisas que me deixariam ansiosa por setembro e das várias que vão tornando a vida um pouco mais agradável.

sábado, 3 de agosto de 2013

Dead By Sunrise - Out of Ashes (2009)


Hoje quero falar-vos de um álbum que já saiu há quase quatro anos mas que só descobri há alguns meses. Entre vídeos dos Linkin Park, no YouTube, encontrei alguns relativos a Dead By Sunrise, o chamado side-project ou projeto lateral de Chester Bennington, em parceria com membros da banda Julien-K. Cheguei a ouvir uma ou outra música e, como gostasse do que ouvia, quis conhecer o álbum todo. Em Out of Ashes, Chester adotou uma direção que considerava não encaixar no estilo dos Linkin Park - em vez de teorias híbridas, temos um rock mais clássico, em comparação; nalgumas faixas mais pesado, noutras mais leve e acústico, noutras com algumas influências eletrónicas. As letras são bastante pessoais, bem mais pessoais do que a larga maioria das músicas dos Linkin Park.

O nome Out of Ashes (Das Cinzas) refere-se, como se deduz facilmente, a uma recuperação, ao abandono de um caminho auto-destrutivo, a um renascimento. Nessa linha, abordam os vários altos e baixos experimentados pelo Chester ao longo da sua vida, em particular nos anos imediatamente anteriores à edição deste álbum.


Músicas como Crawl Back In, My Sufferin', Condemned não diferem muito de certas músicas dos Linkin Park, sobretudo no que toca à letra, embora a sonoridade seja mais grunge do que o habitual na banda. Não faltam os icónicos gritos do Chester, bem como solos de guitarra em quase todas as faixas. Estas músicas bastante sombrias referem-se as dificuldades por que Chester passou: uma infância eufemisticamente difícil, problemas amorosos, dependência de drogas e álcool. Crawl Back In é uma crise existencial. Em Condemned, o sofrimento é tanto que já se transformou em masoquismo. End of the World é uma crítica à sociedade atual.

A faixa extra Morning After, que fala sobre a vontade de adormecer até a tempestade passar, foi composta por Chester aos quinze anos (!!!) e possui duas versões: uma mais eletrónica e outra mais roqueira, de que gosto mais. Apesar do caráter mais rock, não deixa de ter algumas notas eletrónicas, que chegam a confundir-se com o solo de guitarra, criando um som que me agrada muito. Também gosto da repetição da palavra "Alive" no segundo e terceiro refrão.

 Por outro lado, em Inside of Me, dá-se o reconhecimento de que se está no caminho errado e que cabe ao próprio sujeito narrativo mudar essa situação.


Para além destas faixas, existem outras com uma sonoridade mais leve. Estas expressam sentimentos de alguma vulnerabilidade, algumas delas fazendo-me lembrar Castle of Glass. Let Down, a mais eletrónica do álbum, com um arranjo que considero bem conseguido, dando um tom etéreo à música, fala de desilusão e receio de passar pelo mesmo outra vez. Walking in Circles, guiada pela guitarra acústica recorda-me, em termos de letra, From the Inside e Somewhere I Belong, dos Linkin Park. Vem em linha com End of the World na medida em que também exprime desilusão perante o mundo em redor.

Too Late é uma das minhas preferidas em todo o álbum. Também com elementos eletrónicos, desta feita mais discretos mas que não deixam de conferir um tom etéreo, recorda-me Astronaut, dos Simple Plan. Mais porque ambas definem bem um momento particular do meu terceiro livro, uma das minhas partes preferidas da obra. Tal como Astronaut, fala de solidão, abandono, desorientação. No entanto, para além disso, o sujeito narrativo sabe que terá de ser ele mesmo a salvar-se. Por fim, gosto dos vocais no último refrão, perto do fim da faixa.

Into You olha para o caminho passado, de altos e baixos, vários erros cometidos, a que se sobreviveu contra todas as expectativas, que o tornou na pessoa que é hoje.


No entanto, foram as músicas de amor que mais me surpreenderam, por serem inéditas na discografia dos Linkin Park - estes possuem várias baladas mas nenhuma assume, preto no branco, um carácter romântico. In the Darkness é um tema mais para o romântico-erótico. Fire é uma balada rock, grandiosa, de letra simples mas cantada magistralmente, dando-lhe um carácter épico, em que nem o discreto grito de Chester destoa. Por sua vez, Give Me Your Name podia rivalizar com as clássicas músicas românticas. É definitivamente uma canção que se poderia ouvir num casamento, até pela letra. Confesso que nunca esperei ouvir o Chester - o tipo que, no Rock in Rio do ano passado, exibia quase sempre cara de mau, ficando vermelho como um pimentão e suando cascatas quando gritava, ao ponto de eu recear que o homem rebentasse ali mesmo, no palco - cantar uma música deste género. Mas está mais do que provado que ele pode fazê-lo.

Devo dizer que gostei muito deste álbum, considero-o uma experiência bem sucedida. Ficou demonstrada a versatilidade do Chester como cantor - a sua voz é compatível tanto com as teorias híbridas dos Linkin Park como com as várias variantes do rock, desde o grunge às baladas mais suaves. Gostaria de ouvir um eventual segundo álbum de Dead by Sunrise mas parece que é pouco provável que este seja criado. Infelizmente.

Entretanto, hei de ouvir, também, as músicas do Fort Minor, o projeto lateral de Mike Shinoda, o rapper dos Linkin Park. Talvez fale dele aqui no Álbum.


Chester Bennington é uma das pessoas que tenho aprendido a admirar nos últimos tempos. Sem saber pormenores - e não estou interessada em conhecê-los, não são da minha conta - sei que a sua vida não tem sido fácil. Out of Ashes é um testemunho disso. No entanto, em vídeos de bastidores, o homem não parece nada traumatizado nem nada do género, antes pelo contrário: passa a vida a fazer palhaçadas, em particular com os colegas de banda, seja ela Linkin Park ou Dead By Sunrise. Não sei se é apenas para a câmara, não sei se é por estar entre amigos, não sei se é por muita gente no mundo da música rock ser também assim. Talvez a música seja suficientemente terapêutica para ele não ser demasiado assombrado pelo seu passado durante o resto do tempo. Em todo o caso, ele não parece ser uma pessoa amarga e misantrópica em que, se calhar, outro que tivesse experimentado o mesmo se transformaria.

Espero que o Chester tenha, de facto, ultrapassado a dependência em álcool e drogas, até porque estes tornaram recentemente a levar a melhor sobre mais um famoso. O Chester é das últimas pessoas que desejaria que se juntassem a esse mórbido clube. Seria um desperdício. Se, pelo contrário, ele conseguiu ultrapassar tudo isto, pode-se dizer que Chester Bennington é um exemplo e uma inspiração para todos nós.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...